A Polícia Federal acredita que armamentos apreendidos na noite de quinta-feira (20) na área rural de Pradópolis, a 320 km de São Paulo, seriam usados para derrubar um helicóptero Águia, da Polícia Militar. A ação ocorreria em uma favela de Ribeirão Preto, a 314 km de São Paulo, local sobrevoado constantemente pela aeronave.
O delegado Fernando Francischini, da Polícia Federal, informou ao G1 que os armamentos pertenceriam a uma quadrilha que age a partir dos presídios paulista. "Há indícios de que estariam preparando uma nova onda de ataques em São Paulo", afirmou. Em maio, julho e agosto de 2006, a Capital e algumas cidades do interior foram alvos de ataques da quadrilha.
A polícia de Ribeirão Preto apreendeu uma metralhadora .30 e lançadores de petardo, armamentos utilizados para abater aeronaves. Durante investigação, eles conseguiram informações de que as armas seriam usadas para derrubar o helicóptero. "Há um grupo que domina a favela e o helicóptero incomoda muito ele", explicou.
A operação conjunta entre policiais militares e federais terminou com a detenção de dois homens e na apreensão de drogas, explosivos e armas que foram deixadas por uma aeronave na área rural de Pradópolis. O avião com o material foi rastreado pela Força Aérea Brasileira (FAB), que auxiliou na apreensão.
O material foi escondido em um canavial localizado na Usina São Martinho, área rural do município. A polícia encontrou 2,5 quilos de explosivos, oito granadas, três fuzis calibre .762, um lançador de granada com três munições, duas pistolas 9mm com numeração raspada, um lançador de foguetes e uma lata de explosivos TNT.
Os armamentos, muitos de uso exclusivo do Exército, impressionaram a polícia. "É um armamento de guerra. (Impressiona) principalmente por causa dos explosivos", diz Francischini.
A Polícia Federal iniciou as investigações há cerca de quatro meses. A droga e os armamentos vieram do Paraguai, segundo a polícia. Os dois homens presos irão responder por tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.



