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Legislativo paranaense

Assembleia começa a limpar a pauta antes do recesso

Deputados têm cerca de 60 projetos e mensagens do governador para votar antes de saírem de férias. Entre as propostas, há polêmicas como as PPPs

Comando da Assembleia decidiu pelo ritmo extra de trabalho para aprovar os projetos e mensagens do governador antes do recesso | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Comando da Assembleia decidiu pelo ritmo extra de trabalho para aprovar os projetos e mensagens do governador antes do recesso (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

A Assembleia Legislativa do Paraná iniciou ontem a última semana antes do recesso de fim de ano com cerca de 60 projetos à espera de votação. Somente de mensagens do governo, há aproximadamente 40 propostas em tramitação. Para limpar a pauta, os deputados vão realizar sessões todos os dias da semana e, inclusive, marcaram duas sessões diárias de hoje até quinta-feira. Ontem, entre os 20 projetos da ordem do dia, foi aprovada em primeira discussão a mensagem do Executivo que prevê a criação de 2,5 mil novas vagas na Polícia Civil. Os parlamentares aprovaram ainda, também em primeira votação, dois pedidos de autorização do governo para contratar empréstimos no valor total de R$ 794,7 milhões.

O ritmo extra de trabalho dos parlamentares foi decidido entre a Mesa Executiva e os líderes do governo e da oposição, na tentativa de limpar a pauta antes da data limite de votações, no dia 22 de dezembro. "Vamos fazer o esforço. Temos votado em média 20 projetos na pauta, por sessão. Mas houve um acúmulo, o Executivo vem enviando uma série de mensagens nestas últimas semanas. São questões que temos de resolver", justificou o presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB). "Mas se não conseguirmos concluir os trabalhos [nesta semana], teremos ainda alguns dias para a realização de sessões."

Aprovações

Na sessão de ontem, um dos projetos mais relevantes aprovado pelos deputados aumenta o quadro da Polícia Civil. Pela proposta do Executivo, serão abertos concursos públicos para a contratação de 1,2 mil investigadores, 360 delegados, 600 escrivães e 100 papiloscopistas – também está prevista a abertura de vagas de técnicos administrativos, psicólogos, administradores e para serviço social. A medida, que terá impacto anual de R$ 29,8 milhões no orçamento do estado, prevê que o acréscimo no quadro de pessoal seja gradual até 2014. "O quadro de servidores policiais civis hoje existente é reduzido e não atende à demanda de serviço policial. Há uma verdadeira escassez de profissionais", diz a mensagem do governo.

Conforme mostrou reportagem da Gazeta do Povo em junho, cerca de dois terços dos municípios paranaenses – o equivalente a 270 cidades – não têm um delegado de polícia. Sobrecarregados, alguns delegados cuidam de até quatro cidades ao mesmo tempo e não conseguem dar conta de todos os inquéritos. Além disso, o Paraná tem a pior média de policiais civis por município da Região Sul: 9,2 – o equivalente a um policial para cada 2.821 habitantes. Até dezembro de 2010, a corporação tinha 3,7 mil homens.

Os deputados aprovaram ainda a contratação de dois empréstimos por parte do governo do estado. O principal deles, de US$ 350 mi­­­­lhões – R$ R$ 637 milhões – com o Banco Mundial (Bird), será aplicado no Projeto Multissetorial para o Desenvolvimento do Paraná, que fará investimentos em diversos setores como saúde, educação, agropecuária e prevenção a desastres naturais. O outro, de R$ 157,7 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvi­­­mento Econômico e Social (BNDES), será investido em segurança pública e na modernização da máquina administrativa.

No total, o governador Beto Richa (PSDB) pediu autorização para contrair seis empréstimos com o setor privado, num total de R$ 1,7 bilhão.

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