
Durante os meses da campanha eleitoral, entre julho e setembro, os deputados estaduais passaram menos tempo em plenário. Mas gastaram um valor de verba de ressarcimento quase equivalente às suas despesas do mesmo período do ano passado. Entre julho e setembro deste ano, os deputados receberam R$ 2,245 milhões da verba parlamentar, mesmo com o recesso de duas semanas que tiveram em setembro. No mesmo período do ano passado, os 54 deputados receberam R$ 2,456 milhões da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
INFOGRÁFICO: Veja os dados sobre as ausências e os gastos dos desputados estaduais
Esse valor, que é a soma da verba recebida por todos os parlamentares, é repassado após entrega para a direção da Casa de notas fiscais que justifiquem o custo que tiveram com o trabalho parlamentar. Cada deputado estadual pode receber até R$ 17.166 mensais para cobrir despesas com viagens, alimentação, locação de imóveis e automóveis, combustível, hospedagens, entre outros. Os valores estão publicados no Portal da Transparência da Assembleia e podem ser relativos a gastos feitos em meses anteriores, o que não é possível conferir no portal.
Os deputados tiveram o recesso oficial entre 11 de julho e o início de agosto mês em que foram realizadas quatro sessões por semana. Mas em setembro, em função da campanha eleitoral nos municípios, os parlamentares entraram num recesso branco entre 19 de setembro e 8 de outubro duas semanas não previstas no calendário oficial.
Candidatos
Dez deputados estaduais foram candidatos a prefeito dos quais nove chegaram a se licenciar. Mesmo em ritmo de campanha intenso, boa parte dos deputados-candidatos receberam a verba de ressarcimento em valores normais, se comparado a meses anteriores. Alguns gastos tiveram inclusive um aumento considerável, em relação aos valores do mesmo período do ano passado, com despesas destinadas a hospedagem, promoção e organização de eventos, frete e transporte de encomendas, postagem nos Correios, alimentação, comunicação e combustível,
Ligações telefônicas, por exemplo, tiveram um valor 76% maior do que o do ano passado. Despesas com hospedagem aumentaram 127%. E fretes e encomendas, 372%.
A direção da Assembleia Legislativa garante que não pagará verba de ressarcimento aos oito deputados-candidatos que se licenciaram durante o período eleitoral. A justificativa da Assembleia é que a verba serve para o trabalho parlamentar, o que não pode ser realizado em função da campanha.
As despesas deles que eventualmente aparecerem são relativas a períodos anteriores pagas apenas nos meses da corrida eleitoral o que é permitido. Talvez isso explique por que a verba desses três meses de campanha, de julho a setembro, não baixou. Mas de acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia, as notas fiscais que forem apresentadas por eles referentes aos meses de campanha não serão aprovadas no futuro. Sendo assim, nos próximos meses será possível verificar uma baixa no recebimento da verba para os licenciados.
No período de licença, os deputados-candidatos também não receberam salários. O único que não se licenciou foi Péricles de Mello (PT), candidato a prefeito de Ponta Grossa. Ele recebeu normalmente, descontadas as faltas.



