Relatos e testemunhos de pessoas envolvidas em casos violação de direitos humanos praticados no Paraná durante o período que antecedeu o golpe militar (1947-1964), na Ditadura Militar (1964-1985) e nos anos posteriores, até 1988, são ouvidos na 3ª audiência pública da Comissão Estadual da Verdade, na Câmara Municipal de Curitiba que começou na segunda (7) e vai até quarta (9).
Os encontros visam examinar e jogar luz sobre essas situações, que na época foram pouco esclarecidas, além de homenagear paranaenses que foram perseguidos, presos ou torturados pela ditadura. O material coletado deve ajudar também o relatório da Comissão Nacional da Verdade na parte relacionada ao estado.
Nesta terça (8), a sessão da tarde teve tema "Movimento Estudantil, o legado de uma geração" e tratou sobre a trajetória da jornalista e ativista Teresa Urban, que foi perseguida e torturada na época da ditadura e faleceu este ano.
Foram ouvidos depoimentos de Judite Trindade e Luis Alberto Manfredini. À noite, a sessão que vai até as 21 horas trata sobre o ativista Antônio Três Reis tem depoimentos de Carlos Frederico Marés de Souza Filho e Stenio Salles Jacob.
Nesta quarta-feira, a sessão é sobre Manoel Jacinto Correia, militante do Partido Comunista na década de 1940. À noite, serão ouvidos depoimentos sobre o ex-promotor de Justiça do Paraná Noel Nascimento, que foi preso político duas vezes durante a ditadura militar.
Também na quarta, mas pela manhã, o ex-militar Mário Expedito Ostrovski será ouvido. Ele foi um dos acusados de torturar Isabel Fávero, ex-militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), na época da ditadura. Isabel foi a responsável pela denúncia.
Maria Olympia Carneiro Mochel, comunista e primeira vereadora eleita em Curitiba em 1947 pelo Partido Social Trabalhista (PST) foi a homenageada desta segunda-feira.







