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Prefeitura

Beto faz uma viagem ao exterior a cada 142 dias

Prefeito de Curitiba e comitiva retornaram ontem à noite de visita à França. De 2005 até agora, prefeito já viajou dez vezes em missão oficial

Relacionamento internacional |
Relacionamento internacional (Foto: )

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), fez de 2005 até hoje, em média, uma viagem internacional a cada 142 dias. Foram dez missões oficiais desde o início do mandato para oito países diferentes. A última viagem do prefeito terminou ontem à noite, quando ele retornou da França. Beto Richa viajou no dia 20 a convite do governo francês para participar do Encontro de Ministros da União Européia.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o governo da França escolheu Curitiba como exemplo de cidade a ser apresentado na reunião de ministros de Habitação Desenvolvimento Urbano e Planejamento Territorial dos 27 países membros e de países candidatos à adesão à União Européia. No encontro em Marselha, Richa fez um discurso no dia 25, apresentando idéias sobre sustentabilidade e inserção da sociedade organizada na realização de políticas públicas.

Fernanda Richa, mulher do prefeito, o secretário de Comunicação, Deonilson Roldo, e o secretário de Relações Internacionais, Eduardo Guimarães, viajaram junto com Beto Richa à França. Também compuseram a comitiva curitibana o presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB) e o vereador Mário Celso Cunha (PSB), líder do prefeito no Legislativo municipal. De acordo com a prefeitura, a viagem foi custeada pelo governo francês.

Em três anos e onze meses de mandato, a Câmara Municipal autorizou que Beto Richa se afastasse da prefeitura por um total de 119 dias para participar de compromissos oficiais fora do país. Porém, segundo a assessoria da prefeitura, o prefeito não chegou a ficar no exterior por tanto tempo. Em várias viagens, explica a assessoria, Beto Richa voltou antes de terminar o período estabelecido pela Câmara.

A assessoria da prefeitura informou também que sete das dez missões oficiais do prefeito não tiveram ônus aos cofres públicos, sendo custeadas pelas entidades ou países que fizeram os convites. Foram pagas pela prefeitura as viagens feitas a Lyon (na França), em 2005, a Nova Iorque, em 2007, e a Bonn (na Alemanhã), em 2008. A prefeitura não divulgou o valor gasto com as viagens. Diferente do que ocorre no governo estadual, o Executivo municipal não possui um sistema de divulgação de gastos públicos com informações sobre gastos específicos e de fácil acesso, no qual fosse possível coletar os dados.

Benefícios na bagagem

Na avaliação da prefeitura de Curitiba, os resultados das viagens de Beto Richa podem ser medidos pelos investimentos de empresas estrangeiras na cidade, pelo aumento no número de turistas e pela consolidação da boa imagem internacional da capital paranaense. A apresentação do programa Tecnoparque – que oferece incentivos fiscais e de instalação para empresas da área tecnológica – a estrangeiros, por exemplo, teria tido como resultado a adesão de 28 empresas, além de outras 22 que estão para aderir ao projeto. Seis, segundo a prefeitura, são multinacionais: Wipro, Athos Origin, Nokia, GLT/HSBC, Enabler, Genband e Accenture.

As duas viagens feitas à França, segundo a assessoria da prefeitura, levaram à negociação, ainda não concluída, com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AGF), de um financiamento para um programa no valor de 73 milhões de euros (cerca de R$ 212 milhões). O programa prevê a aplicação de recursos em habitação, transporte e preservação ambiental.

Um terceiro resultado das viagens, segundo a prefeitura, foi a atração para Curitiba de uma das etapas do Campeonato Munidal de Carros de Turismo, o World Tour Championship (WTCC). Para a prefeitura, o evento, transmitido em mais de 120 países, aumenta a visibilidade internacional da cidade. Segundo a prefeitura, as estimativas do setor hoteleiro e de restaurantes apontam para uma injeção de mais de R$12 milhões na economia local.

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