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O Brasil tem "bons dados" para mostrar na abertura da 62ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (25) em Nova York (EUA), segundo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este ano, o principal tema do encontro será o Meio Ambiente, assunto que costuma despertar pressões internacionais sobre o Brasil, especialmente em relação à preservação da Amazônia.

- Eu estou convencido de que o Brasil tem o que dizer em qualquer debate no mundo - disse em seu programa de rádio, Café com o Presidente. - Entre agosto de 2005 e julho de 2006, a taxa de desmatamento na Amazônia caiu 25%, a área desmatada no país baixou de 27 mil quilômetros quadrados em 2004, para 14 mil quilômetros em 2006.

Nesta segunda-feira, um ambicioso debate antecede a assembléia com o objetivo de indicar o caminho para um novo pacto mundial de prevenção e combate às mudanças climáticas. A reunião de líderes mundiais foi convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e deve reunir representantes de 150 países, entre eles a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.Lula diz que combate ao desmatamento está evoluindo

Em seu programa, Lula disse que a redução do desmatamento evitou a emissão de 410 millhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²), a destruição de 600 milhões de árvores e a morte de mais de 20 mil aves e 750 mil primatas. O desmatamento é, hoje, a maior fonte de emissões de gases do efeito estufa no Brasil.

- Numa demonstração de que nós estamos evoluindo de forma vigorosa para combater, cada vez mais, o desmatamento e para manter a preservação da nossa floresta, da nossa fauna - completou.

De acordo com o Itamaraty, na reunião desta segunda-feira, Marina Silva citará as iniciativas adotadas no Brasil para conter o desmatamento, investir em fontes renováveis de energia e limitar as emissões de gases apontados como causadores do efeito estufa.

Para a embaixadora Maria Luiza Viotti, que será primeira mulher a chefiar a missão brasileira na ONU, o Brasil está assumindo um papel de liderança na discussão sobre as mudanças climáticas. Ela atribui o papel do país à divulgação dos biocombustíveis como alternativa imediata para o combate às mudanças climáticas.

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