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Defesa

Brasil terá seis submarinos nucleares

Marinha brasileira planeja reforçar a frota para fazer a segurança da costa com vistas no pré-sal

A Marinha do Brasil está planejando uma formidável frota de seis submarinos nucleares e mais 20 convencionais, 15 novos e cinco revitalizados. Será a mais poderosa força dissuasória do continente nos termos do Paemb, o Plano de Articulação e Equipa­­mento da Marinha. A meta é de longo prazo: será atingida em 2047. O custo estimado de cada navio de propulsão atômica é de 550 milhões. O primeiro deles, incluído no ProSub, o Programa de Desenvolvimento de Sub­­marinos, já em andamento, sairá por 2 bilhões de euros, valor composto pelos custos de transferência de tecnologia e outras capacidades (como a de projetar os navios) por parte do estaleiro francês DCNS. As outras unidades estão cotadas apenas pelo preço de construção, no novo estaleiro de Itaguaí, no litoral sul do Rio.

O núcleo industrial será instalado ao lado da nova base da Força de Submarinos. Os dois projetos estão sendo executados pelo grupo Odebrecht. A empresa vai produzir os submarinos.

Os modelos convencionais estão divididos em lotes. Um, formado por 15 novos S-Br. Os primeiros quatro são versões do tipo Scorpéne, porém cerca de 100 toneladas mais pesados e cinco metros mais longos, para dar mais conforto à tripulação e aumentar a autonomia. O outro grupo é integrado pelos navios que a Marinha usa atualmente.

Concretamente, o que está em execução é o ProSub, envolvendo os quatro submarinos Scorpéne comprados em 2008. O primeiro desse lote será entregue no segundo semestre de 2016. Os outros três sairão de Itaguaí até 2021. O recebimento do modelo nuclear ocorre entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022. O contrato total vale R$ 6.790 bilhões, abrangendo fornecimento amplo de tecnologia, incluindo o casco e sistemas não atômicos do navio de propulsão nuclear. O documento principal foi assinado em dezembro de 2008. O adiantamento inicial de R$ 100 milhões foi formalizado há pouco mais de um ano.

O cronograma das obras civis estende-se até 2015. Está no estágio básico, o movimento de terras às margens da BR-101, onde começam a surgir as fundações da Unidade de Fabricação de Estru­­turas Metálicas, Ufem.

A fatura da infraestrutura é de 1.868.200.00 de euros a favor da Construtora Norberto Odebrecht, majoritária no CBS, Consórcio Baía de Sepetiba, formado pela DCNS da França e pela Marinha do Brasil, que detém o direito de veto. As áreas envolvidas somam 980 mil metros quadrados, dos quais 750 mil m² na água. O acesso ao conjunto se dará por um túnel escavado em rocha de 850 metros de comprimento e uma estrada exclusiva de 1,5 quilômetro. Haverá dois píeres de 150 metros cada um e três docas secas (duas cobertas) de 170 metros. No total, serão 27 edifícios.

Pronta, a instalação poderá dar apoio técnico a uma frota de 10 a 20 submarinos, e terá capacidade para construir duas unidades novas simultaneamente.

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