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Dono da palavra final sobre a possibilidade de um novo julgamento para 12 dos 25 réus do mensalão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello se recusou a antecipar seu voto hoje.
Contudo, indicou que pode ser favorável a uma nova chance, que beneficiaria os petistas José Dirceu, Delúbio Soares e os deputados José Genoino e João Paulo Cunha.
A votação de hoje terminou empatada em 5 a 5 e a decisão foi adiada em uma semana. Durante a discussão, Celso de Mello nada falou no plenário.
Tão logo foi encerrada a sessão, Mello disse a jornalistas que cuidou especificamente do tema em agosto do ano passado. Na ocasião, quando se discutia o desmembramento do processo do mensalão, ele foi favorável a esse tipo de recurso. Mas, questionado se seu entendimento "evoluiu", fez mistério: "Acho que não evolui. Será que evolui?".
A sessão de hoje acabou antes do ministro votar e com um tenso embate entre o mais novato dos ministros, Luís Roberto Barroso, que é favorável aos recursos, e Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes, que votaram contra.
O presidente da corte, Joaquim Barbosa, encerrou a discussão para que outros ministros participassem de uma sessão no tribunal eleitoral.
Mello, contudo, se recusou a dizer como votará na próxima semana. "Eu não posso antecipar voto algum, este não é o momento, mas já preparei meu voto, como lhes falei. Ouvi todos os lados, li os memoriais redigidos por advogados [...]. Li os memoriais da eminente procuradora-geral da República e todos os votos bem fundamentados que foram pronunciados na sessão anterior e na sessão de hoje", disse, emendando que "tenho minha convicção já formada e vou expô-la na próxima quarta-feira".



