A polícia paulista investiga a possibilidade de os cinco seqüestros de mães de jogadores ocorridos em São Paulo desde novembro do ano passado estarem relacionados. A suspeita é de que quadrilhas distintas tenham se unido para praticar os crimes, chefiadas por uma única pessoa.
Dois dos criminosos já identificados são Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, envolvido no seqüestro da mãe de Robinho, e André Luís Ramos, o Barba, que manteve em cativeiro a mãe de Rogério. Outro suspeito de participação nos crimes é Ediraldo Oliveira Freitas, o Galo, considerado braço direito de Barba e foragido da Penitenciária do Estado. Barba também estava preso, mas saiu da cadeia com indulto, após médicos atestarem que ele era portador do vírus HIV e estava à beira da morte.
Segundo a polícia, as quadrilhas demonstraram ser bem estruturadas para manter as vítimas em cativeiro durante muitos dias. Além disso, o modo de atacar tem sido sempre o mesmo: os bandidos invadem a casa onde está a pessoa que procuram e a levam. Em algumas ocasiões, os criminosos chegaram a roubar objetos pessoais e jóias dos moradores.
No caso das vítimas de Minas Gerais, não foi diferente. Os criminosos fizeram levantamento da vida da filha do reitor da Universidade de Alfenas e invadiram a casa dela. As mães de jogadores seqüestradas tinham em comum a origem humilde. Além disso, moram ou freqüentam locais simples e nunca se preocuparam com segurança. Os quatro acusados detidos em Minas e Itupeva, no interior, deverão ser ouvidos por policiais da Divisão Anti-Seqüestro de São Paulo.



