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São Paulo

Chega a 21 número de jovens presos em rave em Jaguariúna

Chega a 21 o número de jovens detidos em uma festa rave na cidade de Jaguariúna, na região de Campinas, neste fim de semana. O balanço final da operação, divulgado pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), indicou um número maior de detidos por porte de drogas e por tráfico. Pela manhã, a polícia havia divulgado a prisão de 13 jovens.

Segundo o Denarc, cinco dos 21 jovens foram indiciados por tráfico de entorpecentes. O restante foi ouvido e liberado a seguir, por foram enquadrados apenas em porte de drogas. No total, foram apreendidos 50 comprimidos de ecstasy, porções e cigarros de maconha e LSD.

- A maioria dos detidos tem nível superior ou está cursando. Além disso, pertencem às classes média e alta - disse Emílio Françolin, diretor do Denarc, acrescentando que os pais devem ficar atentos aos locais freqüentados pelos filhos.

Segundo o delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, assistente da diretoria do Denarc, o tráfico de drogas sintéticas, como o ecstasy, é menos organizado do que o tráfico de cocaína e maconha. Por isso, afirma, ainda é possível inibir a ação com a prisão de distribuidores da droga. Há ainda uma explicação para o consumo ter se disseminado rapidamente.

- São drogas da moda e mais fáceis de serem escondidas no corpo. Além disso, não têm cheiro - afirma Cavancanti, acrescentando que o combate ao tráfico de drogas sintéticas será intensificado este ano.

A rave, que começou no sábado e terminou às 20h30m deste domingo, foi realizada no quilômetro 136,8 da rodovia SP 340, em um camping.

Em 2005 foram realizadas 14 blitz apenas em festas raves. Entre janeiro e outubro do ano passado o Denarc prendeu 182 universitários e pessoas de classe média e alta com drogas sintéticas neste tipo de festa e danceterias. Mais de 16 mil comprimidos de ecstasy já foram apreendidos em cerca de 20 operações somente em raves nos arredores da capital.

A prisão de jovens de classe média e alta como traficantes mostra que muitos estão sendo aliciados pelo tráfico e se transformando em vendedores de drogas ou 'mulas' para buscar droga no exterior, principalmente ecstasy.

O passo para entrar no crime é, para a maioria, a venda do ecstasy, o comprimido alucinógeno criado para competir com drogas tradicionais, como cocaína e maconha - drogas cuja distribuição é feita por pessoas atraídas em favelas ou bairros pobres. O novo grupo do tráfico conquista consumidores e vendedores de entorpecentes no mesmo local, onde os mais ricos compram e consomem as drogas.

No primeiro semestre de 2005 foram apreendidas 16 mil pastilhas de ecstasy, 60% a mais do que em 2004, quando as apreensões somaram 10 mil comprimidos.

A operação de busca e apreensão de drogas em raves e danceterias foi batizada de "Dancing" pelo Denarc. Em outubro do ano passado, em apenas uma festa rave em Pirapora do Bom Jesus, a 70 km da capital, 44 jovens foram presos com drogas. Nada menos do que 12 deles foram indiciados por venda de droga, em maioria ecstasy e lança-perfume, além de maconha, cocaína e LSD.

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