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Meteorologia

Chuvas matam 51 pessoas no Sudeste. Seca castiga o Nordeste

Pelo menos 51 pessoas morreram desde o início da última semana, por causa das chuvas que atingem a Região Sudeste do país. Só no Rio de Janeiro foram 28 mortos. Em Minas Gerais, os temporais levaram 61 municípios a decretar situação de emergência. Em São Paulo, três pessoas morreram e 1.300 estão desabrigadas .

A Secretaria Nacional da Defesa Civil anunciou nesta sexta-feira que dispõe de R$ 57 milhões para atendimento aos atingidos pelas chuvas e a previsão é de que nenhum município fique sem receber os recursos para socorro às vítimas, com distribuição de colchões, alimentos e remédios. Os recursos, segundo o secretário Jorge Pimentel, são parte da verba de R$ 120 milhões liberada em dezembro.

Em Minas, mais três pessoas morreram neste sábado, em um deslizamento de terra na Zona da Mata, uma das regiões mais atingidas. Desde o início do período chuvoso, em outubro, 20 pessoas já morreram em Minas. Neste período, 61 municípios decretaram situação de emergência no estado. Segundo o último balanço da Defesa Civil Estadual, cerca de 15 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas, e cerca de 80 pessoas estão feridas.

O governador de Minas, Aécio Neves, defende a criação de uma Coordenadoria Regional de Defesa Civil. A coordenadoria atuaria na prevenção de catástrofes ambientais que possam afetar mais de um estado da região e deverá estabelecer ainda planejamentos preventivos conjuntos, de forma a antecipar desastres e prejuízos humanos e materiais.

No Rio, a chuva que atinge o estado desde terça-feira, já deixou 2.562 desabrigados e 14.068 desalojados, segundo a Defesa Civil. Dez estado estão em situação de emergênciar. A área mais atingida é a Região Serrana. Neste domingo, o governador do Rio, Sérgio Cabral, deve se reunir com o ministro da Integração Nacional, Pedro Britto, para tentar solucionar o problema das vítimas da chuva no estado.

Em São Paulo, a Defesa Civil está em estado de alerta por causa da previsão de novos temporais. Um levantamento feito pelo órgão mostrou que cerca de 57,5 mil pessoas vivem nas 223 áreas de risco no município. Cerca de 1.300 pessoas estão desabrigadas e três morreram. A zona norte é a mais atingida até agora. Nos últimos dias, choveu 45 milímetros na região.

No Centro-Oeste, as chuvas dos últimos dias castigaram as estradas. As redes coletoras de águas pluvias num trecho da rodovia BR-070, entre Brasília (DF) e Águas Lindas (GO) foram afetadas. A rodovias estão em obras, e os reparos estão sendo coordenados pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

A chuva também atingiu o Sul do país. Em Santa Catarina, o temporal que a atingiu a região do Vale do Itajaí, provocou alagamentos e deslizamentos de terra em cinco bairros de Blumenau: Vila Nova, Velha, Fortaleza, Itoupava Norte e Itoupava Seca. A enxurrada fez desabar parcialmente a casa do pedreiro José Felipe de Souza, de 54 anos, mas ninguém ficou ferido.

Segundo o Inpes, os temporais no Sudeste têm sido provocados por um fenômeno chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul. É uma faixa de nuvens carregadas que se estende desde a Amazônia e que encontrou áreas de instabilidade e muito calor sobre os estados do Rio, São Paulo e Minas.

- Essa instabilidade se comporta como uma frente fria parada, estacionada, que deixa o tempo continuamente nublado e com chuvas ao longo do dia - explicou Marcelo Seluchi, também do Inpe.

Seca castiga o Nordeste

Enquanto a chuva castiga o Sudeste, seis estados nordestinos enfrentam a seca. No Piauí, 76 municípios já decretaram situação de emergência. Segundo a Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Estado, a seca na região do Semi-árido pode comprometer 90% da safra.

No sertão do Ceará, 55 cidades dependem dos carros-pipa, mas eles estão parados desde o início do ano .

- Acho que as últimas reservas durarão, no máximo, até esta semana. Sete mil e quinhentas pessoas sendo abastecidas única e exclusivamente por carros-pipa, então a gente se encontra num momento que a tensão social tende a crescer no município por conta dessa falta d´água - diz o representante da Defesa Civil Fernando Pontes.

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