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Clima quente na PF

 | Jonathan Campos / Gazeta do Povo
(Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)

O clima deve esquentar na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Pela manhã está programada uma acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Os dois deverão se entender sobre informações conflituosas nos depoimentos prestados em delação premiada. Basicamente, eles falarão sobre pagamentos de propina efetuados a nomes do alto escalão da política nacional: Edison Lobão, Antônio Palocci, Roseana Sarney e Humberto Costa. Ambos confirmam os repasses, mas divergem sobre valores e sobre a operacionalidade deles.

Depoimentos

Já à tarde deverão ser ouvidos os quatro presos temporários da última fase da Operação Lava Jato, que focou em corrupção em contratos da Petrobras com as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez. São eles: Alexandrino Alencar, Antônio Pedro Campelo de Souza, Flávio Lúcio Magalhães e Christina Maria da Silva Jorge. Os depoimentos estavam agendados para o último sábado, mas foram adiados por causa do atraso na volta de policiais que cumpriam mandados em outros estados. A prisão deles tem validade de cinco dias e vence na terça-feira (23), com possibilidade de renovação. Nos próximos dias também serão ouvidos os presos preventivos, cuja detenção não tem data para expirar. Entram nesta categoria os outras oito pessoas presas na última sexta-feira (19) – incluindo os presidentes das duas empreiteiras, Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo.

Tucano-mor

O governador Beto Richa entrou na campanha do PSDB para resgatar o governo de Fernando Henrique Cardoso. Depois de participar de uma cerimônia em homenagem ao ex-presidente, disse que “à medida que podemos analisar com maior distanciamento, a figura de Fernando Henrique se agiganta”. “O Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a desregulamentação econômica, implementados em seu governo, foram os pilares do amplo ciclo de desenvolvimento sustentável que o Brasil experimentou recentemente”, disse via Facebook.

Eles decidem...

A construção de três novos prédios para a Câmara dos Deputados e a reforma de um outro, no projeto chamado de “Parlashopping”, vai deixar nas mãos de sete deputados que integram a Mesa Diretora a decisão sobre todo o controverso processo de licitação para escolha de quem tocará a obra, estimada em R$ 1 bilhão. É uma novidade em relação à contratação de empreiteiras.

... o destino de R$ 1 bi

O Ato da Mesa Diretora número 11, de 25 de março deste ano, deixa claro que competirá aos deputados a palavra final sobre todo o processo. Diz o texto: “Mesa Diretora é o gestor da Parceria Público Privada (PPP), tendo competência de regulamentar e gerir todo o processo de concepção, modelagem, licitação, contratação e execução da parceria.”

A fala dele, com a respeitabilidade que ele tem no PT, significa a decretação da falência do partido e do governo. É um atestado de óbito.

José Agripino, senador e presidente do DEM, sobre a declaração de Lula de que o governo está “no volume morto”.

Colaboraram: Amanda Audi e Rogerio Waldrigues Galindo.

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