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Está longe ainda o dia em que os paranaenses se verão diante das urnas para escolher o sucessor de Beto Richa no Palácio Iguaçu, mas o quadro de candidatos potenciais não se altera já faz algum tempo. Dele fazem parte Osmar Dias, Ratinho Jr., Roberto Requião, Cida Borghetti e Valdir Rossoni.

Se só os eleitores de Curitiba decidissem a eleição e se elas ocorressem hoje, o secretário Ratinho Jr. (PSD) seria eleito com 26% dos votos. De acordo com sondagem do instituto Paraná Pesquisas, seguem-se na preferência o senador Requião (PMDB) com 24,2%, e o ex-senador Osmar Dias (PDT), 22,5%.

Os números representam um cenário de empate técnico diante da margem de erro de 3,5 pontos (para cima ou para baixo). Bastante distantes, porém, estão a vice-governadora Cida Borghetti (PP), com 3,9%, e o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), 3,2%.

Embora Curitiba seja o maior colégio eleitoral do estado, com o decisivo peso de 1,3 milhões de votantes (quase 20% do total), qualquer pesquisa que se limite à capital não representa, necessariamente, uma tendência estadual. O interior, especialmente nas pequenas cidades, costuma pensar e votar diferente, como historicamente se comprova.

Além disso, outros fatores podem influenciar mudanças radicais. Os arranjos partidários que virão após outra minirreforma política ainda neste semestre têm força para embaralhar o jogo – principalmente porque as eleições de 2018 serão “casadas” com a disputa das vagas de vice-governador e duas de senador, além da presidencial.

Se Richa, por exemplo, não disputar o Senado e permanecer no Iguaçu – como parece indicar a mais nova tendência –, alianças e candidaturas serão afetadas de modo ainda imprevisível. Com exceção da certeza de que Osmar Dias disputará o governo em parceria com o irmão-senador Alvaro Dias, postulante à Presidência, as demais candidaturas se sustentarão ainda por muito tempo sobre areia movediça.

Metodologia

A Paraná Pesquisas, a pedido desta coluna, entrevistou 801 eleitores curitibanos entre os dias 28 de fevereiro e 3 março. O grau de confiança da sondagem é de 95%, com margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para baixo ou para cima.

Megalômetro 1

Até o começo da noite desta quarta-feira (8), 76,9% dos que responderam a uma enquete disponível no site da própria prefeitura disseram que os serviços da atual gestão municipal não melhoraram em relação à anterior. A minoria, 23,1%, respondeu positivamente. A enquete convida os curitibanos a dizer “sim” ou “não” à pergunta “Os serviços da Prefeitura de Curitiba, nesta nova gestão, melhoraram?”. O resultado é pior do que o aferido pelo Paraná Pesquisas divulgado dia 7, que apontou 55% de desaprovação aos primeiros 60 dias da gestão Greca.

Megalômetro 2

Greca disse ontem, numa emissora de rádio, que não acredita em pesquisa – nem na que ele próprio mandou fazer. Ao lançar a ideia, chamou-a de “Ágora” curitibana – uma referência à democracia direta que os gregos inventaram cinco séculos antes de Cristo. Não acredita, portanto, que foi impopular o aumento da passagem de ônibus que decretou no início de fevereiro, conforme mostrou a Paraná Pesquisas. Tudo indica que tem o seu próprio instrumento de pesquisa, conhecido como “megalômetro”.

Quadro negro

O governador Beto Richa tem reagido nervosamente a menções sobre a investigação do Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Quadro Negro, que revelou desvios de R$ 50 milhões de verba pública estadual e federal para construção de escolas. O dono de uma das construtoras envolvidas, a Valor, está fazendo delações que, segundo vazamentos, complicam a vida de vários políticos paranaenses. O deputado João Arruda (PMDB) tem postado comentários a respeito. Em troca, teria recebido recados que incluem ameaças que vão além do terreno político.

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