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Bia Moraes

A Obamania e o sentimentalismo brazuca

Atualmente é impossível falar de internet e política sem citar Barack Oba-ma. O candidato democrata à Presidência norte-americana já entrou para a história como o exemplo mais bem-sucedido de uso da web. A estratégia dele vai além do aproveitamento da internet e suas ferramentas: ele pode ser chamado de candidato multimídia. Sua campanha vem usando as plataformas de comunicação de forma integrada e fascinante.

Centenas de artigos e reportagens analisam a Obamania. É consenso que a internet foi fundamental para que Obama vencesse Hillary Clinton na campanha da pré-candidatura do partido. E está sendo também importante na campanha para a presidência. Analistas dizem que os estrategistas de Obama souberam aprender com os erros e acertos dos candidatos de 2004.

Observar erros anteriores e não repeti-los. E ainda: em vez de simplesmente copiar os acertos, pegar os bons exemplos e melhorá-los, agregando inovações. Esta parece ser a fórmula inteligente que engendrou a Obamania. Um tipo de inteligência em falta entre marqueteiros e políticos brasileiros, que repetem formatos a cada pleito.

Outro ponto forte de Obama: sabe cativar os jovens. Com a antena ligada na modernidade, a campanha desperta emoção, sem sentimentalismo. É a emoção do voto engajado, da mobilização a favor de um candidato jovem, que traz os ventos da renovação e tem a marca da tecnologia bem usada.

Guardadas as proporções – aqui não há engajamento político no mesmo grau dos gringos – no Brasil, a emoção das campanhas apela para o pieguismo. Insiste-se na imagem do candidato "bom pai de família, filho amoroso" etc. Lá, em outra via, o apelo bate fundo na vontade genuína de levar o país ao futuro por um caminho melhor.

Ainda sobre Obamania e jovens: a despeito de o voto nos EUA ser facultativo, e a parcela de jovens eleitores ser considerada baixa na massa do eleitorado, Obama está sendo capaz de mobilizar a juventude e convencê-la a votar. Quantos serão, e que peso terão no resultado do pleito, é a pergunta que se faz.

Um exemplo bacana de Obama e internet: a campanha conclama as pessoas a enviar mensagens, via celular, indicando a principal preocupação local sobre a administração federal. No site www.demconvention.com, um mapa dos EUA vai sendo atualizado em tempo real, conforme chegam as mensagens.

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