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A rua em frente ao apartamento onde o mora o apresentador Jô Soares, localizada no bairro Higienópolis, em São Paulo, amanheceu nesta sexta-feira (19) com uma pichação com a frase: “Jô Soares Morra (foto)”. A ameaça acontece cerca de uma semana depois da entrevista feita por ele com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. Quem denunciou a ação nas redes sociais foi o escritor Fernando Morais, que também mora na região. “Acabam de me mandar a foto de uma pichação na calçada de sua casa, onde algum tarado escreveu “morra Jô soares” – certamente por causa da entrevista que ele fez com a Dilma. Essa barbaridade só me faz ser mais fã, amigo, leitor e espectador do Jô. Viva o gordo!”.

Os cobertores de Fernanda Richa

Não fomos à Venezuela para derrubar o regime. Fomos à Venezuela defender aqueles que, como ocorreu com a presidente, no passado, por expressarem as suas posições, estavam com a liberdade cerceada.

Aécio Neves (PSDB-MG), senador, sobre a ida dos senadores à Venezuela. Ele lembrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) foi presa política durante o regime militar brasileiro.

A primeira-dama do governo do Paraná, Fernanda Richa, concedeu uma entrevista à rádio Banda B dizendo que a denúncia relativa à doação de cobertores por parte de auditores da Receita Estadual quase a fez desistir de seu trabalho no governo. Atualmente, ela é secretária do Trabalho e do Desenvolvimento Social.

A denúncia

A denúncia a que Fernanda se refere é a de que auditores fiscais da Receita teriam recebido metas de arrecadação de cobertores e teriam ido a empresas para fazer essa arrecadação. Os cobertores são distribuídos a famílias de baixa renda pela própria primeira-dama e pelo Provopar. “Nunca, em nenhum momento, houve qualquer pressão de doação […] Me deixa incomodada acharem que, num momento de muita coincidência em que estão investigando auditores de Londrina, querem colocar o meu nome dizendo que eu teria prometido a promoção deles para receber R$ 2 milhões para a Campanha do Agasalho”, disse a secretária.

Sintonia

A entrevista ainda não foi ao ar e deve ser vinculada neste domingo (21) ao meio-dia. Segundo o texto de divulgação colocado no site da rádio, Fernanda disse que pensou em desistir. “Depois dessa denúncia, a minha vontade era não voltar mais para o trabalho, porque perdi a vontade de fazer o bem.”

29 de abril eterno

O episódio com os senadores brasileiros na Venezuela, que não conseguiram nem sequer deixar a região do aeroporto para visitar presos políticos no país, e a consequente revolta dos envolvidos, mexeu com o brio dos apoiadores do governo Dilma Rousseff (PT) no estado. E, como forma de contra-atacar, bateram no governo Beto Richa (PSDB), lembrando da Batalha do Centro Cívico, uma das manchas da gestão tucana.

Gleisi e Requião

“Aécio Neves diz defender os direitos humanos, mas não ouvimos dele uma palavra sobre o massacre que o governo do PR fez com os professores”, escreveu, no Twitter, a senadora Gleisi Hoffmann (PT). “Por momento pensei que fosse acontecer com os senadores que foram a Venezuela o que o PSDB fez com os professores no Paraná. Não aconteceu”, afirmou, na mesma rede social, o senador Roberto Requião (PMDB).

Colaboraram: Carlos Eduardo Vicelli e Rogerio Waldrigues Galindo.

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