O juiz espanhol Baltazar Garzón deve se reunir em julho, em Brasília, com integrantes da Comissão Nacional da Verdade. Conhecido mundialmente pela ordem de prisão que emitiu contra o general chileno Augusto Pinochet, responsabilizando-o pela tortura e morte de cidadãos espanhóis no Chile, o juiz vai dar consultoria à comissão na área de tomada de depoimentos de testemunhas de violações de direitos humanos.
Impedido de exercer a magistratura em seu país, por envolvimento num caso de escuta ilegal, hoje Garzon assessora os governos da Argentina e da Colômbia. Em fevereiro reuniu-se com Paulo Sérgio Pinheiro, em Buenos Aires, para tratar da questão brasileira.
Paralelamente às atividades de investigação e tomada de depoimentos, a comissão também já pensou na redação do relatório final, que deve ser entregue à presidente Dilma Rousseff, em 2014. A coordenação do trabalho será feita pelo sociólogo e escritor José Almino de Alencar.



