O corregedor da Câmara dos Deputados, Eduardo da Fonte (PP-PE), apresentou ontem seu relatório apontando indícios de quebra de decoro parlamentar pela deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) e pedindo o encaminhamento de processo ao Conselho de Ética. A Mesa aprovou o parecer e uma representação contra a deputada será encaminhada.
A tendência é que este novo processo seja anexado ao que já está em curso no colegiado. Jaqueline foi flagrada em vídeo de 2006 recebendo um pacote de dinheiro do delator do esquema conhecido como mensalão do DEM, Durval Barbosa.
O corregedor rebate o principal argumento da defesa da deputada, de que o fato é anterior ao mandato e já há precedente na Casa de não se apurar casos passados. Fonte argumenta que o fato de haver arquivamentos anteriores com esta justificativa não torna automática uma absolvição.
No Conselho de Ética surgiram nesta semana as primeiras manifestações em defesa de Jaqueline. Mauro Lopes (PMDB-MG) e Wladimir Costa (PMDB-PA) argumentaram que ela não pode ser julgada pelo fato de o caso ser anterior ao mandato. Na sua única manifestação sobre o tema até o momento, a deputada admitiu que o dinheiro recebido de Durval foi para caixa 2 de campanha eleitoral.
A decisão da Mesa dá mais força ao processo já em andamento. A tendência é que a nova representação seja anexada a ação de autoria do PSol. O relator, Carlos Sampaio (PSDB-SP), pretende apresentar seu relatório ainda neste mês.



