Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
São Paulo

Depois de 28 horas, termina rebelião em Ribeirão Preto

Terminou por volta das 13 horas desta terça-feira a rebelião dos presos da penitenciária de Ribeirão Preto. O tumulto no local durou 28 horas e, segundo a direção do presídio e a Secretaria de Administração Penitenciária, os detentos libertaram os 11 reféns.

De domingo até a tarde desta terça-feira, quatro presídios e uma cadeia pública sofreram com rebeliões. Todas já foram controladas. Vários agentes de segurança foram tomados como reféns durante os tumultos, mas nenhum deles ficou ferido.

A rebelião em Ribeirão Preto começou às 9 horas de segunda-feira, durante o banho de sol. Doze pessoas foram feitas reféns. Por duas vezes, os agentes que fazem a proteção da muralha dispararam balas de borracha contra os presos, para evitar que eles subissem no telhado.

Os presos estavam com estiletes e barras de ferro, segundo o sindicato dos funcionários. Por volta das 20 horas, os rebelados liberaram um dos reféns, uma mulher que faz a evangelização dos presos. Em seguida, a direção da cadeia religou a energia elétrica e o gás.

Segundo a advogada que representa alguns dos presos, Gisele Baltioti, os rebelados reivindicam mudanças na forma da vistoria de parentes durante os dias de visitas.

A superlotação é um denominador comum entre as unidades prisionais rebeladas desta semana, mas os motivos dos tumultos foram diferentes em cada uma delas.

Em Lucélia, cidade que fica na região de Presidente Prudente (região oeste de São Paulo), a rebelião durou quase doze horas e começou após uma tentativa de fuga, quando um preso armado rendeu um dos agentes de segurança e foi baleado. O presídio de Lucélia tem capacidade para 792 detentos mas abriga 1.260.

Na manhã de segunda-feira, detentas da Penitenciária Feminina Santana, na zona norte da capital, se rebelaram e mantiveram oito funcionárias reféns por várias horas depois que ficaram sabendo que 15 presas ligadas a uma facção criminosa seriam transferidas para um anexo da Casa de Custódia de Taubaté. As funcionárias mantidas reféns foram agredidas e uma delas teve que ser levada a um pronto socorro. As detentas estavam armadas com estiletes e pedaços de pau. A rebelião terminou por volta das 17 horas.

Na penitenciária de Bauru, dois agentes foram feitos reféns desde a noite de domingo. Eles exigiam a transferência para outra cadeia, pois diziam que ali estavam sofrendo ameaças de presos de facções rivais. A rebelião acabou depois que a reivindicação foi aceita.

Ainda no interior, presos da Cadeia Pública de Paraguaçu Paulista também promoveram uma rebelião na segunda-feira. Os detentos reivindicavam revisão de processos. Ninguém ficou ferido.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.