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A subcomissão do Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Ceará conhecerá nesta terça-feira o parecer final do relator Moésio Loyola (PSDB) sobre a apuração de denúncias contra o deputado petista José Nobre Guimarães, acusado de ter recebido dinheiro do "valerioduto". Guimarães é irmão do ex-presidente do PT José Genoino. Em julho, seu assessor José Adalberto Vieira da Silva foi preso no aeroporto de São Paulo com US$ 100 mil dólares na cueca

Guimarães admite ter intermediado a liberação de R$250 mil junto à tesouraria nacional do PT para pagamento de contas atrasadas da campanha de José Airton Cirilo (PT) ao governo do estado em 2002. Mas nega que soubesse a verdadeira origem do dinheiro. O PSDB entrou com uma representação contra o parlamentar no Conselho de Ética. Um processo para investigar se houve quebra de decoro foi aberto há mais de um mês.

No princípio do mês passado, o ouvidor da Assembléia, deputado Antônio Granja (PSB), recomendou a suspensão do petista por 30 dias, mas apontou também a necessidade de aprofundar as investigações. Dez depoimentos foram tomados pelos deputados, entre eles o de petistas e empresários que prestaram serviço para a campanha de José Airton em 2002 e teriam sido pagos com o dinheiro que saiu das contas do empresário Marcos Valério.

A expectativa é de que o deputado pegue como punição máxima a suspensão do mandato por 30 dias. Nesta terça-feira, o conselho de ética vai votar o parecer do ouvidor Antônio Granja em outro processo, envolvendo a petista Íris Tavares. Ele propôs o arquivamento das denúncais feitas por ex-funcionários da petista. Eles a acusaram de ficar com parte de seus salários.

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