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Congresso

Deputado diz que Feliciano sofre preconceito por ser evangélico

Para ele, a reclamação de colegas da Casa é prejudicial para a representação de setores no Legislativo

Uma das lideranças da bancada evangélica no Congresso, o deputado Takayama (PSC-PR) afirmou nesta segunda-feira que a pressão pela saída do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), demonstra preconceito contra religiosos.

A declaração foi feita durante uma sessão, no plenário da Câmara, em homenagem à Igreja Assembleia de Deus.Desde que assumiu a comissão do mês passado, o deputado é alvo de protestos que pedem sua saída do cargo por declarações consideradas racistas e homofóbicas por movimentos sociais.Takayama também mandou um recado para o comando da Câmara e os líderes partidários que se reúnem amanhã com Feliciano para discutir a sua situação na presidência.

"Se deixar prevalecer meia dúzia de ativistas porque não têm visão igual a nossa, podemos colocar dois, três quatro milhões de cristãos na porta dessa Casa", disse o deputado.

Em outro recado aos colegas, o deputado afirmou que as manifestações contra Feliciano abrem precedentes perigosos na Câmara. "Isso também pode ocorrer amanhã em setor que não seja cristão e vocês terão dificuldade de colocar seus representantes."

O deputado cobrou coerência dos líderes da Câmara. "Nós nunca nos opusemos aos simpatizantes da homossexualidade ou de qualquer outra visão estar ocupando a presidência de comissões, mas quando temos a oportunidade de colocar um presidente em uma comissão, querer dizer que não podemos? Vale a pena a reflexão sobre toda essa situação", disse.Ele afirmou que os evangélicos não são homofóbicos. "Se querem colocar essa pecha, não vão nos colocar. Não amamos a prática."

Feliciano não compareceu à sessão. Alguns ativistas contra o deputado tentaram estender faixas pedindo a saída dele na porta do plenário, houve um princípio de tumulto com evangélicos, mas ninguém foi detido pela Polícia Legislativa.

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