
Praticamente uma semana depois do presidenciável tucano José Serra ter passado por Curitiba, amanhã será a vez da candidata do PT, Dilma Rousseff, visitar a capital paranaense. Dilma estará à noite em Curitiba ao lado do candidato ao governo Osmar Dias (PDT) e dos candidatos da base de Lula ao Senado, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT).
O presidente estadual do PT, deputado Ênio Verri, ontem não soube informar qual será a agenda da candidata à Presidência no estado. Segundo a assessoria de imprensa de Dilma, está prevista a participação dela em um jantar, mas não há nada confirmado ainda.
Sexto maior colégio eleitoral do país, o Paraná se tornou um território disputado pelos dois principais candidatos ao Palácio do Planalto. Serra busca construir no estado uma larga vantagem em relação a Dilma e, assim, tentar compensar parte de um provável desempenho ruim nas regiões Norte e Nordeste. Nas duas regiões, Dilma lidera as intenções de voto como mostrou a última pesquisa Datafolha.
O comando nacional do PSDB deixou evidente a preocupação com o Paraná no episódio da escolha do candidato a vice de Serra. Numa tentativa de tentar impossibilitar um palanque forte para Dilma no estado, os tucanos anunciaram o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), irmão de Osmar, para o cargo. Como existe um acordo entre irmãos de não concorrer em lados opostos na disputa eleitoral, isso poderia impedir uma aliança de Osmar com o PT. A manobra, no entanto, não deu certo. Osmar saiu candidato ao governo do estado e Alvaro acabou perdendo a indicação a vice de Serra.
Outra situação que mostrou o interesse dos tucanos no Paraná foi a escolha de Curitiba para abrir oficialmente a campanha eleitoral tucana à Presidência. Na última terça-feira, Serra cumpriu agenda na cidade ao lado do candidato ao governo do PSDB, Beto Richa.
Os petistas, por sua vez, também demonstram preocupação com o Paraná. Eles contam com o apoio de Osmar Dias à candidatura de Dilma para tentar melhorar o desempenho da petista na Região Sul. Segundo a última pesquisa Datafolha, Dilma tem 32% das intenções de voto na região, enquanto Serra tem 50%.
As negociações entre petistas e Osmar Dias para fechar uma aliança e garantir um palanque forte para Dilma no estado se arrastaram por meses e tiveram influência do comando nacional do PT. Osmar só confirmou a candidatura ao governo na noite de 29 de junho um dia antes do fim do prazo para as convenções eleitorais. Antes disso, chegou a negociar com os tucanos para se lançar na chapa de Richa como candidato ao Senado.
Terceira versão
O conselho político da campanha presidencial de Dilma Rousseff decidiu ontem criar uma comissão formada por representantes dos dez partidos da coligação para fechar a terceira versão do programa de governo da candidata que será entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O texto deve ficar pronto até o dia 10 de agosto, antes do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. O programa provocou um desgaste após o PT trocar uma versão mais radical da proposta por uma mais amena, sem pontos polêmicos como a taxação de grandes fortunas.
Ficou definido ainda que será criada uma comissão operacional, também com indicações dos partidos aliados, para compor a coordenação de campanha que vem sendo centralizada pelo PT.
Serviço: a última pesquisa Datafolha entrevistou, entre 30 de junho e 1º de julho, 2.658 eleitores em todo o país. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e foi registrado no TSE sob o número 17162/2010.



