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Mensalão

Dirceu usa tese de Lewandowski para pedir pena menor

Defesa do petista alega que punição por corrupção ativa deve ser calculada com base na lei em vigor em 2002. Tema gerou bate-boca na semana passada no STF

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu entregou ontem memorial ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a tese apresentada pelo ministro Ricardo Lewandowski para tentar diminuir a pena do ex-deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ) seja usada em seu benefício. Segundo a defesa de Dirceu, a pena do réu por corrupção ativa deve ser calculada a partir da lei em vigor em 2002, com punições mais brandas, sem considerar a mudança da lei ocorrida em 2003. Isso porque, para os advogados, o crime teria sido praticado em 2002, e não no ano seguinte, como decidiu o STF no julgamento do ano passado. A análise dos recursos dos réus será retomada hoje.

O pedido de Dirceu já tinha sido feito nos embargos de declaração apresentados em 1.º de maio. Ontem, a defesa refez o pedido, "considerando o debate estabelecido na sessão plenária de 15/08/2003". Na quinta-feira passada, Lewandowski defendeu a tese para diminuir a pena de Rodrigues por corrupção passiva. A proposta foi rejeitada e gerou um bate-boca com o presidente da corte e relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que acusou o colega de fazer "chicana". A discussão interrompeu o julgamento, que será retomado hoje.

A intenção dos advogados de José Dirceu é diminuir a pena de seu cliente para tentar tirá-lo do regime fechado. A pena aplicada ao ex-ministro no ano passado foi de dez anos e dez meses de prisão. O regime inicialmente fechado ocorre quando a pena é superior a oito anos. Além de corrupção ativa, Dirceu também foi condenado por formação de quadrilha.

Na semana passada, os ministros recusaram os recursos de sete réus: Jacinto Lamas, Emerson Palmieri, José Borba, Romeu Queiroz, Valdemar Costa Neto, Roberto Jefferson e Simone Vasconcelos. A análise foi interrompida após uma discussão entre Barbosa e Lewandowski. O julgamento deve ser retormado hoje com a análise dos recursos de Kátia Rabello, Vinícius Samarane e José Roberto Salgado, ex-dirigentes do Banco Rural, do publicitário Marcos Valério e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

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