
A nove meses da eleição municipal, já há 14 pré-candidatos que pretendem concorrer à prefeitura de Curitiba. Além dos oito apresentados na série de entrevistas da Gazeta do Povo encerrada ontem, manifestaram a intenção de disputar o Palácio 29 de Março o prefeito Luciano Ducci (PSB), o vereador Paulo Salamuni (PV), a ex-deputada federal Dra. Clair (PV), e os advogados Luiz Felipe Bergmann (PSol), Bruno Meirinho (PSol) e Avanilson Araújo (PSTU).
PV tem 2 pré-candidatos, mas não descarta aliança
Caroline Olinda
O Partido Verde (PV) deverá definir no dia 24 o nome do seu pré-candidato à prefeitura de Curitiba. A escolha está entre dois nomes: o vereador Paulo Salamuni e a ex-deputada federal Dra. Clair. O deputado Roberto Accioli, que também era cotado para estar na disputa, afirma que ainda não se sente preparado para ser prefeito de Curitiba e por isso não concorrerá. "Os dois [Dra. Clair e Salamuni] colocaram seus nomes para o partido, mas ainda não batemos o martelo. Eles são hoje os nossos pré-pré-candidatos", diz a presidente do diretório estadual do partido, a deputada federal Rosane Ferreira.
Embora já esteja definida a intenção de o partido ter uma pré-candidatura, o PV não descarta a possibilidade de fazer aliança, mesmo que isso signifique abrir mão de ser cabeça de chapa na eleição. Segundo Rosane, há possibilidades de aliança com o deputado Ratinho Júnior (PSC), com Gustavo Fruet (PDT) ou com o próprio prefeito Luciano Ducci (PSB).
Embora destaque que a regra do PV nas eleições tem sido lançar candidatura própria, Salamuni admite a possibilidade de alianças. Ele ressalta, porém, que neste caso o partido deveria ficar com, pelo menos, a vice na chapa majoritária. Já a ex-deputada federal Dra. Clair aposta na tese da candidatura própria. "Quero entrar na disputa. Primeiro: porque sou mulher e acredito que é a hora e a vez das mulheres. Segundo: tenho uma história com Curitiba. Participei das lutas e conquistas da cidade e me sinto preparada", diz.
A ex-deputada destaca o desejo de fazer um planejamento da cidade junto com toda a população, buscando políticas para solucionar problemas como a insegurança e para preparar os jovens, com ensino integral e capacitação profissional. Salamuni também trabalha na linha da gestão participativa. Das mudanças que promoveria na cidade, a principal seria uma reaproximação da administração com a sociedade. "Isso é irrevogável", afirma.
PSol e PSTU estudam formar coligação
O PSol e o PSTU estudam a formação de uma frente de esquerda para a disputa eleitoral deste ano. De acordo com o secretário de comunicação do diretório estadual do PSol, Luiz Felipe Bergmann, além da eleição em Curitiba, há a possibilidade de os dois partidos estarem juntos em outras grandes cidades paranaenses.
"O PSTU realizará uma conferência estadual em março e vamos tentar construir essa frente de esquerda até lá", conta Avanilson Araújo, pré-candidato do PSTU à prefeitura de Curitiba. O advogado, que concorreu ao governo do estado na eleição de 2010, se mudou de Maringá para Curitiba no ano passado. "Achamos importante a vinda para Curitiba para estruturar o partido no estado", explica Avanilson.
Já o PSol trabalha com dois nomes para disputar a prefeitura de Curitiba: Bruno Meirinho e o próprio Bergmann. A definição deve sair em abril. Bergmann concorreu em 2010 ao governo do estado e Meirinho, em 2008, à prefeitura de Curitiba.
De acordo com Meirinho, o partido não estabeleceu nenhuma pré-condição para fechar uma aliança com PSTU. "A nossa intenção é fazer a frente de esquerda. Inclusive, em 2008, Curitiba foi a única capital do Sul e do Sudeste que teve essa frente."
A principal mudança que Meirinho gostaria de fazer na cidade seria torná-la menos desigual. Já Bergmann destaca o desejo de tornar a cidade acessível a todos os cidadãos "com serviços públicos, transporte, creches e saneamento de qualidade". Avanilson segue um discursos parecido. Ele quer "governar para a classe trabalhadora".
Prefeito não quis dar entrevista
O prefeito Luciano Ducci (PSB), pré-candidato à reeleição, preferiu não participar da série de entrevistas feitas pela Gazeta do Povo com os pré-candidatos. De acordo com a assessoria de imprensa de Ducci, ele não se sente a vontade em se colocar atualmente como pré-candidato, uma vez que é prefeito e o período da campanha eleitoral ainda não começou.







