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Mudança

Disque-denúncia contra abuso sexual infantil tem novo número

O telefone do Disque-denúncia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes mudou neste domingo. Agora, discando apenas o número 100, qualquer pessoa pode denunciar casos de exploração sexual infanto-juvenil no país. A ligação é gratuita. O serviço funciona desde 2003 todos os dias da semana, das 8h às 22h, inclusive nos feriados. Não é preciso se identificar.

Todas as denúncias recebidas pela central, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Cristina Albuquerque, são analisadas por técnicos e transmitidas para os órgãos competentes em no máximo 24 horas.

A coordenadora recomenda aos pais observar a rotina dos filhos que passam muito tempo na internet. Segundo ela, os crimes de pedofilia e pornografia na rede de computadores têm aumentado nos últimos anos e são de difícil controle, por ser um fenômeno novo.

- Meu conselho é que todos os pais prestem muita atenção e supervisionem o uso do computador pelos filhos. Além disso, devem orientá-los para o problema - afirmou

Coordenado desde 2003 pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), o Disque-denúncia até então recebia relatos de violência sexual contra menores por meio do telefone 0800-990500. Com a mudança do número, a SEDH começa a veicular neste domingo, no rádio e na televisão, a campanha "Por um Brasil sem violência sexual contra crianças e adolescentes, ligue 100", cujo objetivo - além da divulgação do novo telefone - é alertar asociedade para a gravidade do problema.

No ano passado, de acordo com a SEDH, o Disque-denúncia recebeu 5.126 relatos de violência sexual infanto-juvenil. Em 2006, até o início de maio, foram registradas 3.650. O Rio de Janeiro foi o estado campeão em chamadas: 554.

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