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Ex-presidente

Efeitos colaterais de quimioterapia virão em 15 dias

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda enfrentará, nas próximas semanas, alguns dos efeitos mais duros da quimioterapia. Com a combinação de medicamentos, cabelo, barba e bigode devem cair em até 15 dias. O ex-presidente pode também perder o paladar devido ao tratamento do câncer de laringe.

São efeitos transitórios e comuns a quem tem esse tipo de doença, que acabam impressionando mais os que acompanham o caso do que os próprios pacientes. Quando contou a seu médico particular, Roberto Kalil, na semana retrasada, que estava com problemas na garganta, Lula recusou-se a fazer exames. Temia que o diagnóstico fosse o mesmo de seu irmão mais velho, o metalúrgico aposentado Jaime Inácio da Silva, diagnosticado com câncer na garganta cinco anos atrás. Jaime está curado, mas a família acompanhou seu sofrimento durante quatro sessões de quimio e 36 de radioterapia.

A combinação dos remédios de Lula (Docetaxel, Cisplatina e 5-Fluorouracil) é mais potente do que a usada no tratamento de Jaime. A expectativa dos médicos é que o tratamento consiga eliminar, em pouco menos de quatro meses, o tumor de 3 cm localizado na parte superior da glote. Durante o tratamento, além de perder o paladar, Lula poderá ter crises de rouquidão provocadas por edemas que se formam perto do tumor. Mas a aposta dos oncologistas é que a voz de Lula, ao final do tratamento, não será afetada.

Tratamento no exterior

Segundo os médicos, Lula aceitou imediatamente o tratamento, uma combinação de três ciclos de quimioterapia com a radioterapia. Eles ofereceram levá-lo ao exterior, a pelo menos dois centros de excelência mundial de tratamento do câncer, em Houston, no Texas, e em Nova York. Lula recusou.

O ex-presidente já usava os serviços do Sírio-Libanês há anos, assim como sua família. Segundo os médicos e sua assessoria, Lula conta com a cobertura de um plano de saúde. As consultas dos cinco especialistas, todos com cargo de direção em hospitais, custa entre R$ 600 e R$ 800.

O ex-presidente queria adiar para janeiro os exames que identificaram o câncer. Para os médicos, se isso tivesse ocorrido, a situação de Lula seria "catastrófica".

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