Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Sigilo fiscal

Polícia Federal já indiciou 6 no inquérito que apura quebra de sigilo

Segundo a investigação da PF, uma servidora cedida à Receita vendia dados fiscais para dois office boys

A Polícia Federal (PF) já indiciou seis pessoas no inquérito que investiga o vazamento, por servidores da Receita Federal, de dados fiscais de contribuintes. Antônio Carlos Atella Ferreira e Ademir Estevam Cabral foram indiciados pelo uso de documento falso e violação de sigilo fiscal.

Atella é contador e usou uma procuração falsa para requisitar junto à Receita os dados de Verônica Serra e Alexandre Bourgeois filha e genro do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Atella, no entanto, diz ter recebido das mãos de Ademir a procuração já preenchida.

Além dos dois, a PF indiciou Adeildda Leão dos Santos, servidora do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) que estava cedida à Receita e de cujo computador foram acessados os dados fiscais, por violação de sigilo e corrupção passiva.

Foram ainda indiciados por violação de sigilo fiscal e corrupção ativa Fernando Araújo Lopes, o office boy que teria solicitado, a pedido de Atella, que Adeildda efetuasse a consulta de um lote de CPFs. E Eric Araújo de Moura, office boy que também estaria envolvido no esquema. Além deles, outro office boy, Wilson Roberto da Conceição, foi indiciado por violação de sigilo.

Segundo a investigação da PF, Adeildda vendia dados fiscais para Eric e Fernando. Por sua vez, Eric revendia essas informações para Wilson. A polícia não esclareceu a segunda parte da investigação para dizer, por exemplo, como as informações teriam chegado ao Comitê do PT, segundo denúncias do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, primeira vítima das violações de sigilo. O balanço parcial do inquérito da PF, comandado pelo delegado Hugo Uruguai, revela que foram até agora tomados 40 depoimentos.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.