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Veja análise de especialistas sobre planos de governo dos presidenciáveis |
Veja análise de especialistas sobre planos de governo dos presidenciáveis| Foto:

Faltando duas semanas para a eleição do 2.º turno, os candidatos à Presidência ainda não apresentaram um plano de atuação consolidado para governar o país. Dilma Rous­­seff (PT) e José Serra (PSDB) até dizem saber o que fazer caso sejam escolhidos, no próximo dia 31, para substituir Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, mas não explicam como tornar real as proposições. Ausência de visão estratégica, apontam os especialistas a quem a Gazeta do Povo encaminhou o programa de governo dos dois concorrentes registrado no Tribunal Su­­perior Eleitoral (TSE) para ser avaliado.

O administrador de empresas Antoninho Caron e o economista Gilmar Mendes Lou­­renço, ambos professores da FAE Centro Universitário, e o cientista político Carlos Luiz Strapazzon destrincharam as diretrizes de petistas e tucanos. Saíram, de certo modo, decepcionados com o que leram [veja mais nesta página]. "Os planos de ambos os candidatos estão ainda muito voltados para propostas eleitorais, sem o objetivo programático de ideologias partidárias e de propostas transformadoras da nação no médio e longo prazo", explica Caron. "Faltou detalhamento", emenda Strapazzon.

Obrigados pelo TSE a divulgar um plano de governo no momento do registro da candidatura, ainda em julho, Dilma e Serra optaram por uma espécie de "resumão" da linha que pretendiam seguir. No caso da ex-ministra, a apresentação do documento gerou uma certa confusão. Inicialmente, o PT registrou um texto carregado com os ideais da ala mais radical do partido. A proposta defendia, entre outros assuntos polêmicos, o controle de mídia, a taxação de grandes fortunas e a revogação do dispositivo que torna indisponível para reforma agrária qualquer propriedade que tenha sido invadida. A legenda se apressou em corrigir o erro. No mesmo dia, em cima do prazo final para registro, inscreveu um programa repaginado, bem mais genérico, chamado de os "13 compromissos de Dilma com o Brasil".

Uma terceira versão do plano petista deve ser divulgada nesta semana, segundo informou a assessoria de comunicação da candidatura de Dilma. "Está em fase de consolidação", avisou, em nota, o partido.

Serra, por sua vez, apresentou junto ao TSE apenas dois discursos, nos quais defende um "Brasil ideal". Quem quiser saber mais precisa acessar o site oficial da candidatura tu­­cana, caminho indicado pela coordenação de imprensa do PSDB – a assessoria não disse se irá tornar público um programa mais encorpado. "Um candidato que já foi governador, prefeito, deputado e comprometido em representar importantes partidos de oposição, deveria ter um programa consistente de oposição", critica Strapazzon.

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