
O ex-prefeito de Cruzeiro do Oeste e candidato a deputado federal, Zeca Dirceu (PT), foi um dos 43 candidatos presos durante as eleições de ontem, em todo o país. O filho de Zé Dirceu foi acusado de fazer boca de urna em Campo Mourão, no Centro-Oeste do estado. De acordo com o major Antonio Padilha, da Polícia Militar (PM) de Campo Mourão, o Ministério Público requisitou a presença de uma equipe de policiais no Colégio João de Oliveira Gomes, que fica na região central da cidade, por volta das 16h30.
Zeca foi levado para a delegacia da cidade, onde foi interrogado e liberado em seguida, após assinar um termo circunstanciado. O candidato saiu pelos fundos da delegacia por volta das 18h10, sem falar com a imprensa. Correligionários do candidato sustentam que ele estaria apenas cumprimentando os eleitores. Zeca Dirceu foi eleito deputado federal com 109.565 votos.
Durante o período de votação, das 8 as 17 horas, foram registradas 1.664 ocorrências em todo o país, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Somente em 641 ocorreram prisões. O estado campeão foi o Rio Grande do Sul, com 298, seguido pelo Rio de Janeiro, com 236 registros. No Paraná, 76 pessoas foram detidas. Em todo o país, a maior parte das apreensões ocorreu por prática de boca de urna. Em Tapes (RS), um cabo eleitoral foi preso ao entregar uma colinha de candidato para uma juíza, que fiscalizava a seção.
Houve 52 flagrantes de tentativa de compra de votos. Foram computadas ainda 204 infrações ligadas aos candidatos.
Em Curitiba e região metropolitana foram flagradas 16 ocorrências. A capital, Pinhais, Colombo, e Piraquara registraram duas e Almirante Tamandaré, oito. Todos os casos estavam relacionados à boca de urna, exceto um em Pinhais, onde policias encontraram o transporte ilegal de eleitores. Os detidos na capital foram levados a uma área do Fórum Eleitoral, no bairro Parolin. Em Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu os infratores foram encaminhados para fóruns, unidades da PM ou Polícia Civil. Nas cidades menores, o destino foi as delegacias.
Segundo o delegado da Polícia Federal Marcos Eduardo Cabello, na capital nenhum eleitor precisou ser levado à carceragem da PF para ficar detido. Em todos os casos o juiz eleitoral de plantão aplicou um termo circunstanciado e os infratores foram liberados por não terem cometido um crime de maior potencial ofensivo.
Lei seca
O Paraná foi um dos 7 estados sem lei seca nestas eleições, seguido de São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com a Polícia Militar isso não interferiu no pleito. Em Curitiba e região metropolitana, por exemplo, nenhum delito relacionado ao álcool foi registrado.



