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Investigação

Caixa-preta não tem dados do acidente de Campos, diz Aeronáutica

Cenipa diz que os dados do gravador de voz são levados em consideração na investigação, mas não são "imprescindíveis" para a identificação das causas do acidente

 | EFE/SEBASTIÃO MOREIRA
(Foto: EFE/SEBASTIÃO MOREIRA)

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, enviou nesta sexta-feira, 15, uma nota informando que os dados do gravador de voz da aeronave PR-AFA, que caiu em Santos vitimando Eduardo Campos e mais seis pessoas, não correspondem ao voo realizado na quarta-feira, 13.

● Leia a cobertura completa da morte de Eduardo Campos

Segundo o Cenipa, as duas horas de áudio foram extraídas e analisadas por quatro técnicos do Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (Labdata). Não foi possível, até o momento, determinar a data dos diálogos registrados pelo gravador, mas eles não correspondem aos instantes finais da aeronave. "As razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao voo serão apuradas durante o processo de investigação", diz a nota.

O Cenipa destaca que os dados do gravador de voz representam um dos elementos levados em consideração na investigação, mas não são "imprescindíveis" para a identificação das causas do acidente.

Primeiros DNAs ficam prontos amanhã

Os resultados dos primeiros exames de DNA das vítimas do acidente aéreo que matou o presidenciável Eduardo Campos (PSB) devem ficar prontos neste sábado (16), segundo nota do diretor do IML de São Paulo, Ivan Miziara.

O material genético será confrontado com o DNA dos familiares de primeiro grau das sete vítimas. Parte desse chamado "perfil genético", extraído do sangue e saliva, das famílias já está pronto, segundo o instituto - ainda faltam os exames dos parentes do copiloto Geraldo Cunha.

Os peritos confrontarão os DNAs das famílias e das vítimas para realizar a identificação dos corpos.

Embora o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tenha dito que a previsão de identificação e liberação dos corpos deva ocorrer neste sábado, o IML não confirma o prazo.

Os corpos devem ser liberados mesmo que todos os restos mortais não estejam recolhidos. Até o momento, o IML central de São Paulo, em Pinheiros, zona oeste da capital, recebeu cinco caminhões com fragmentos dos corpos das vítimas.

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