Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Superficial

Campanhas presidenciais expõem planos sem detalhamento

Propostas ainda dependem de detalhamento para que os eleitores possam entender como elas serão colocadas em prática

Os coordenadores do programa de governo dos candidatos a presidente Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) mostraram, em evento realizado nesta terça-feira, 05, que as propostas ainda dependem de detalhamento para que os eleitores possam entender como elas serão colocadas em prática. As campanhas afirmam que o processo de elaboração do programa de governo ainda está em curso e que os presidenciáveis vão apresentar seus planos de ação ao longo da campanha política.

A cerca de dois meses do primeiro turno da eleição presidencial, os eleitores ainda desconhecem, em detalhes, como as políticas para educação, saúde e economia irão obter o salto de qualidade que os candidatos tanto falam. Eduardo Campos vai apresentar o seu programa de governo no dia 17 de agosto. "Queremos que o Campos seja a pessoa a divulgar no próximo dia 17", disse Ana Carolina Marinho, que trabalha na coordenação do programa de governo e representou o candidato do PSB no Seminário do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista.

O programa de Aécio, segundo o coordenador Wilson Brumer, estará pronto "antes do primeiro dia do mandato", caso ele seja eleito. "Ele (Aécio) vai anunciar o programa ao longo da campanha", afirmou.

Alessandro Teixeira, coordenador do plano de governo da candidata à reeleição Dilma Rousseff, não compareceu ao evento, segundo a organização, porque foi convocado para uma reunião pela própria presidente.

Os representantes das candidaturas de oposição fizeram críticas a políticas econômicas do atual governo e disseram que haverá mudanças para simplificar o sistema tributário logo nos primeiros dias de mandato, controle nos gastos públicos e a criação de um ambiente propício aos negócios. Mas nenhum mecanismo de como tudo isso será feito foi detalhado durante o evento.

"A reforma tributária tem que criar mecanismos para tranquilizar Estados e municípios, de que eles não perderão receitas", disse Brumer, ao afirmar que a definição dessas ações necessitam de negociações entre todas as partes envolvidas. "Vamos fazer, sim, uma simplificação tributária para que a macroeconomia funcione melhor", afirmou o coordenador do programa de governo de Eduardo Campos, Maurício Rands, pouco antes de deixar o seminário por conta de outro compromisso.

Rands mencionou em seu discurso que um eventual governo Campos dará "plena independência" ao Banco Central, vai acabar com a chamada contabilidade criativa e "excesso de intervenções erráticas do governo" e promoverá a universalização do ensino médio com a disponibilidade de escola em tempo integral para todos os jovens. "A campanha está percorrendo o Brasil para obter contribuições para o programa de governo", explicou.

Já Brumer disse que um eventual governo de Aécio sairá do campo do diagnóstico dos problemas para colocar ações em execução, aumentará a taxa de investimentos do País para 24% do Produto Interno Bruto (PIB) e vai acabar com as distorções nas cadeias produtivas que deterioram a competitividade do País.

O fundador e diretor-geral da consultoria de varejo GS&MD e presidente do Lide Comércio, Marcos Gouvêa de Souza, disse que os representantes das campanhas tiveram pouco tempo para detalhar as propostas dos candidatos. "Há um universo de temas com profundidade e amplitude para um dia inteiro de discussão. Aqui há uma certa limitação, portanto, só deu para ver a ponta do iceberg", afirmou. Para o executivo, cabe aos candidatos, daqui para a frente, detalhar o que necessita ser colocado em prática caso sejam eleitos.

Principais Manchetes

Tudo sobre:

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.