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Em ano de eleições, web dá mais espaço à democracia direta

Um único voto é capaz de decidir o futuro político de uma comunidade | Elza Fiúza/ABr
Um único voto é capaz de decidir o futuro político de uma comunidade (Foto: Elza Fiúza/ABr)

Embora os plebiscitos, referendos e projetos de lei de iniciativa popular sejam pouco utilizados, a internet abriu um novo canal de comunicação entre cidadãos, entidades e gestores públicos para construir a democracia direta. Várias são as iniciativas que buscam unir a população à política nas mais diversas plataformas – seja na fiscalização, mobilização ou participação popular. São mais de 200 sites e plataformas que permitem a discussão de temas pertinentes à sociedade. Com a aproximação das eleições, essas ferramentas podem assumir um papel importante na busca por um candidato ideal.

"Hoje é possível interagir com os candidatos e fiscalizar seu trabalho. Depois é só avaliar se vale a pena votar nele novamente", diz Cristiano Ferri, coordenador do Lab Hacker, projeto da Câmara dos Deputados que promove ações colaborativas para aprimorar a participação popular no Parlamento. Ele diz que a internet funciona tanto para escolher um candidato quanto para fiscalizá-lo depois.

Para o co-fundador da plataforma on-line Cidade Democrática, Rodrigo Ban­deira, a internet permite não apenas a pesquisa, mas a busca de um candidato que supra as necessidades do eleitor. Daniele Amaral, coordenadora do VotenaWeb, site que simplifica proposições parlamentares e propõe a votação popular, vê que é necessário um aumento da participação por parte dos cidadãos e uma mudança de visão dos parlamentares. "O que falta de fato é que o cidadão busque se informar e busque discutir as decisões que interferem na vida de todos. Falta também um esforço maior dos parlamentares para entender as transformações e se adequar a esse novo cenário democrático. Isso facilita o diálogo entre o Congresso e a sociedade", comenta.

A cientista política Celene Tonella, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), diz que a utilização da internet como forma de mobilização é positiva, mas afirma que é preciso uma mudança no pensamento de grande parte da sociedade. "Se todos se interessam por política, há um maior rigor nas decisões e também na transparência."

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