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Eleições 2008

Eleitor ficará sem saber quem são os doadores de campanha

Assessoria de Richa desconversa sobre o assunto. PT diz que só revela financiadores se Beto fizer o mesmo. Moreira não vai tornar pública a relação. Apenas o PTB está mais flexível

Mais uma vez os candidatos não devem divulgar quem financia suas campanhas | Jonathan Campos/Arquivo
Mais uma vez os candidatos não devem divulgar quem financia suas campanhas (Foto: Jonathan Campos/Arquivo)

Não deve ser desta vez os eleitores de Curitiba vão saber, antes de votar, quem são os financiadores das campanhas dos principais candidatos a prefeito. Consulta realizada pela Gazeta do Povo perante a assessoria dos concorrentes à prefeitura da capital mostra que os principais candidatos não estão propensos a divulgar o nome dos doadores de suas campanhas antes do dia da eleição – o que é permitido por lei (os partidos só são obrigados a revelar os financiadores após a divulgação dos resultados).

A assessoria do candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB), desconversou sobre o assunto. Informou à reportagem que a coordenação da coligação ainda não tem uma definição sobre o assunto. A campanha de Gleisi Hoffmann (PT), por enquanto a principal concorrente de Richa, condicionou a revelação de quem são ou serão os doadores, durante a campanha, a uma atitude idêntica do candidato tucano.

O coordenador jurídico do PT, Guilherme Gonçalves, comentou que os PT não irá apresentar esses dados, se o PSDB não o fizer. "Dificilmente alguém da campanha dos grandes partidos irá se dispor a divulgar essas doações, caso o candidato à reeleição não divulgue as dele", salientou Gonçalves. Ele destacou ainda que os partidos terão que informar esses dados na prestação final de contas. Segundo Gonçalves, nas prestações parciais (que são divulgadas durante a campanha) a exigência do TRE é que conste apenas o quanto cada partido arrecadou e o quanto gastou.

O coordenador da campanha de Carlos Moreira (PMDB), Rasca Rodrigues, afirmou que o partido não pretende tornar público o nome das empresas que financiam a campanha antes de 5 de outubro. Já o PTB, do candidato Fabio Camargo, foi mais flexível. A informação foi a de que não haveria nenhum problema em divulgar quem são os doadores. Mas, questionado sobre quem são as empresas que contribuiram para a campanha até o momento, o coordenador geral da campanha, Mateus Maranhão, disse que ainda não havia recebido nenhum dinheiro de pessoas jurídicas, apenas de pessoas físicas. "Até agora gastamos apenas R$ 150 mil, porque ainda não fomos ‘para a rua’."

O PV, de Maurício Furtado, já disponibiliza o nome de todos os doadores em seu site. O partido, por norma, não aceita doações de empresas, apenas de pessoas físicas. "Adotamos esse posicionamento para não estar comprometido com nenhuma empresa", afirmou o presidente do comitê financeiro do PV, Raphael Rolim de Moura.

Na mesma linha seguem o PSol, de Bruno Meirinho, e o PCdoB, de Ricardo Gomyde. Os partidos informaram que não teriam nenhum problema em divulgar quem são os financiadores das campanhas. A assessoria de imprensa do PSol esclareceu que os valores são arrecadados junto à militância e simpatizantes. E que também não aceita doações de empresas.

O advogado do PCdoB, Manuel Barbosa informou que o partido não recebeu nenhuma doação de pessoa jurídica. Os coordenadores de campanha de Lauro Rodrigues, do PTdoB, não foram encontrados pela reportagem.

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