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Minas

Em depoimento à PF, empresário nega ter contrabandeado diamantes

O empresário Hassan Ahmad negou que tenha praticado qualquer irregularidade na exportação de diamantes. Ele prestou depoimento nesta segunda-feira na superintendência de Polícia Federal, em Belo Horizonte, onde está preso desde sexta-feira. Hassan, que é nascido em Serra Leoa, é suspeito de chefiar uma quadrilha de contrabando. O esquema foi descoberto na semana passada com a Operação Carbono, desencadeada pela Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal e do Ministério Público.

Acompanhado de dois advogados, Hassan foi interrogado por cerca de três horas. O empresário não fala bem o português. Por isso um policial federal serviu de intérprete para ajuda-lo no depoimento. De acordo com o delegado Alexandre Leão, o empresário se limitou a negar qualquer tipo de prática irregular e afirmou que todos os seus negócios foram feitos de acordo com a lei brasileira. Ele afirmou que conhece Viviane Albertino Santos, presa no dia 10. Ela é suspeita de chefiar o esquema em Minas Gerais.

Ainda segundo o delegado Leão, Hassan disse que os exportadores de diamantes se conhecem, mas afirmou que não sabe de nenhuma prática irregular por parte dela. Hassan também confirmou que conhece Gaby Toufic Amine Madi, dono de uma rede de restaurantes de comida árabe em Belo Horizonte que também foi preso durante a operação. De acordo com o delegado, o Ahmad se referiu ao empresário como "irmão", mas voltou afirmar que desconhece qualquer envolvimento dele com contrabando. Gaby foi solto de madrugada, com o vencimento da prisão preventiva. O mesmo pode acontecer com Hassan Ahmad. O prazo da prisão temporária dele vence na terça-feira.

De acordo com Alexandre Leão, o inquérito deve ser enviado para a Polícia Federal de Minas durante a semana e só depois, ele poderá dar prosseguimento nas investigações. Não há um valor exato do que foi contrabandeado, mas apenas seis empresas que estão sendo investigadas pela Polícia Federal exportaram durante os últimos dois anos cerca de US$ 62 milhões em diamantes. Hassan Ahmad ainda é procurado pelo FBI, acusado de sonegação fiscal, em um rombo de cerca de US$ 13 milhões no mercado americano de pedras preciosas.

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