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Operação Ectoplasma II

Gaeco prende mais nove e faz devassa na Assembleia

Promotores e policiais passaram a manhã apreendendo documentos na sede do legislativo; ex-diretor Administrativo, José Nassiff, volta para a prisão

Promotores do Ministério Público e policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na Assembleia.  O diretor da gráfica da Casa, Luis Carlos Monteiro (de jaqueta preta, no centro da foto) foi levado para ajudar a encontrar documentos | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Promotores do Ministério Público e policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na Assembleia. O diretor da gráfica da Casa, Luis Carlos Monteiro (de jaqueta preta, no centro da foto) foi levado para ajudar a encontrar documentos (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)
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Antônio Carlos Gulbino: pedido de afastamento pelo Ministério Público do Paraná |

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Antônio Carlos Gulbino: pedido de afastamento pelo Ministério Público do Paraná

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) promoveu uma devassa na Assembleia Legislativa na manhã deste sábado, atrás de documentos, e prendeu o ex-diretor-administrativo Casa, José Ary Nassiff, o diretor da gráfica da AL, Luis Carlos Monteiro, e mais sete pessoas. Outras 13 ainda estavam sendo procuradas pela polícia até o fechamento desta edição.

A operação, intitulada "Ectoplasma II", foi deflagrada após a Justiça ter expedido 24 mandados de prisão de envolvidos nos escândalos da Asssembleia revelados pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série de reportagens intitulada Diários Secretos.

Além dos nove presos neste sábado, outros dois já estavam detidos: o ex-diretor-geral da AL, Abib Miguel e o ex-diretor de pessoal, Claudio Marques (veja o quador completo nesta página). Todos são acusados de participar de um esquema de desvio de verbas públicas, com o empréstimo de contas bancárias para receber dinheiro da Assembleia e o uso de funcionários fantasmas.

José Ary Nassiff teve cumprido o pedido de prisão preventiva e já foi encaminhado para o Quartel General da Polícia Militar, em Curitiba, onde já esteve preso e saiu beneficiado pela concessão de um habeas corpus.

No mesmo quartel também está preso o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, Abib Miguel, conhecido como Bibinho, que voltou para a cadeia por volta da 1h30 da madrugada de sexta-feira depois de ficar apenas cinco horas em liberdade.

Os advogados dele entraram com mais um habeas corpus para tentar tirá-lo da cadeia, mas a juíza substituta Lilian Romero, da 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, pediu mais documentos para liberá-o. Neste sábado, porém, a Justiça aprovou mais um pedido de prisão preventiva contra ele.

Devassa

Além das prisões, promotores e auditores do Ministério Público, com o apoio de policiais, cumpriram também mandados de busca e apreensão de documentos como provas de irregularidades na Assembleia.

Parte desses mandados foi cumprida dentro da própria sede da Assembleia Legislativa. O diretor da gráfica da AL, Luis Carlos Mon­­teiro, que havia sido preso em sua residência, no Bairro Seminário, foi conduzido à As­­sembleia Legislativa para ajudar na busca de documentos.

O Ministério Público chegou a pedir o envio de um caminhão para levar todo o material apreendido. Em outros locais também foram apreendidos documentos, computadores e pen drives.

Até o fechamento desta edição, a busca por materiais ainda não tinha terminado.

Vazamento

Fontes ligadas à investigação contaram que o Ministério Público ficou surpreso com o vazamento das informações sobre a operação, o que permitiu que vários suspeitos escapassem. Agora o MP quer fazer uma investigação para saber como se deu o vazamento.

Outro lado

A reportagem procurou, por telefone, o responsável pela comunicação da Direção da As­­sembleia, Alexandre Teixeira, e o presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM). Mas nenhum dos dois respondeu às ligações.

Veja todas as denúncias feitas pelo jornal Gazeta do Povo e pela RPCTV sobre os Diários Secretos da Assembleia Legislativa.

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