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Militares e autoridades prestam homenagens ao ex-presidente | Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Militares e autoridades prestam homenagens ao ex-presidente| Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
  • Presidente Dilma Rousseff e a viúva de Jango, Maria Thereza Goulart, durante cerimônia em Brasília

Os restos mortais do ex-presidente João Goulart chegaram a Brasília, no fim da manhã desta quinta-feira (14), com honras militares. A urna partiu de São Borja (a 581 km de Porto Alegre), em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), no início desta manhã.

Em Brasília, uma rápida cerimônia em homenagem a Jango foi realizada no início desta tarde e contou com a participação da presidente Dilma Rousseff e dos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Mello e José Sarney. O presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também participam da homenagem na Base Aérea de Brasília.

No Twitter, a presidente disse que a homenagem é um encontro do Brasil com a sua história. A presidente lembrou que Jango foi o único presidente brasileiro a morrer no exílio e "em circunstâncias ainda a serem esclarecidas por exames periciais". "Essa cerimônia que o Estado brasileiro promove hoje com a memória de João Goulart é uma afirmação da nossa democracia", escreveu.

O corpo de Goulart foi exumado na quarta-feira, em São Borja (RS), e será submetido a perícia da Polícia Federal, na capital federal.

Deposto pelo regime militar (1964-1985), Jango morreu de infarto, segundo relato oficial. A família e o governo suspeitam de envenenamento, em possível ação coordenada entre as ditaduras da época no Cone Sul.

Exumação

A exumação do corpo, feita a pedido da família, é para tentar identificar as causas da morte, ocorrida quando o ex-presidente vivia no exílio, na Argentina. Na época da morte, há quase 37 anos, não foi realizada autópsia.

A exumação foi acompanhada por técnicos, familiares de Jango e autoridades, como os ministros Maria do Rosário e José Eduardo Cardozo (Justiça).

Depois de mais de 18 horas de trabalho, terminou no meio da madrugada desta quinta a exumação do corpo do presidente Jango em um cemitério na cidade gaúcha de São Borja.Nem tudo saiu conforme o previsto no trabalho de retirada do caixão. A previsão inicial era que a exumação fosse finalizada no meio da tarde de quarta, quando ocorreria um cortejo por ruas de São Borja. A ideia era dar à população local a oportunidade de homenagear o político.

Com a demora, essa manifestação não ocorreu. Ao contrário do esperado, poucos moradores se interessaram pelo ato no cemitério.

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