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Assembléia

Ezequias promete devolver o dinheiro

 | Reprodução TV Paranaense
(Foto: Reprodução TV Paranaense)

O ex-chefe de gabinete do prefeito Beto Richa, Ezequias Moreira Rodrigues, vai devolver para a Assembléia Legislativa o dinheiro referente aos salários pagos à sua sogra, Verônica Durau. Isso deve ocorrer antes mesmo de uma decisão judicial a respeito do caso. De acordo com o advogado de Ezequias, Maurício de Paula Soares Guimarães, ele assumiu o erro e está disposto a repará-lo, devolvendo o montante para os cofres do Legislativo.

Um cálculo aproximado feito pela reportagem do valor recebido pela funcionária desde 1996, corrigido, indica que o total pode chegar a R$ 630 mil. O cálculo levou em conta o pagamento de salários efetuados entre março de 1996, quando Verônica foi contratada pela Assembléia, até julho deste ano – último mês completo em que ela foi funcionária da Casa. Também inclui os encargos sociais pagos pela Assembléia sobre o salário de Verônica (cerca de 20% dos vencimentos de cada funcionário, segundo a própria Assembléia). Direitos trabalhistas, como o terço de férias e o 13.º salário, também foram considerados no cálculo.

"Ele pretende, na medida do possível, reparar o dano. Já está estudando a forma de ressarcir o valor", disse o advogado. A devolução deve ser feita antes mesmo do fim do procedimento investigatório aberto pelo Ministério Público (MP), após um cálculo final feito pela direção da Assembléia.

De acordo com Maurício Guimarães, o próprio Ezequias colocou-se à disposição desde o primeiro momento para prestar todos os esclarecimentos, tanto para a Assembléia quanto para o MP. "Esse caso está sendo investigado pelo Ministério Público e lá Ezequias abriu o sigilo bancário e fiscal dele. Quanto à Assembléia, ele desconhece como se procedeu essa sindicância porque há elementos arrolados como prova que não poderiam estar nas mãos de ninguém a não ser da própria Assembléia e da funcionária", disse o advogado.

Guimarães confirmou que a contratação e manutenção de Verônica Durau como funcionária da Assembléia foi negociada com Ezequias. "A manutenção da contratação da sogra dele passa por uma questão de ordem pessoal de Ezequias com a direção da Assembléia", disse Giumarães.

No MP, onde foi aberto um procedimento para investigar a denúncia, os promotores esperam o resultado da sindicância. De acordo com a assessoria do MP, termina hoje o prazo dado para a Assembléia entregar o resultado da investigação. Os promotores também receberam informações solicitadas à prefeitura.

A reportagem tentou entrar em contato com Verônica Durau. Mas ela ficou fora de casa ontem até o fechamento da edição, de acordo com o marido dela, Francisco Pereira.

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