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Poder

Família Barros comanda três partidos no Paraná

Ricardo Barros preside o PP; o irmão dele, Silvio Barros, seguiu para o PHS, e a mulher, a deputada Cida Borghetti, poderá concorrer em 2014 pelo Pros

Silvio Barro, Cida Borghetti e Ricardo Barros (à direita): estratégia conjunta para 2014 | Jorge Eder/AEn
Silvio Barro, Cida Borghetti e Ricardo Barros (à direita): estratégia conjunta para 2014 (Foto: Jorge Eder/AEn)

Os recentes movimentos par­­tidários e trocas de legendas deixaram a família do secretário de estado de Indústria e Comércio, Ricardo Barros, no coman­do de três partidos no Paraná: Partido Progressista (PP), Par­­tido Republicano da Or­dem Social (Pros) e Partido Humanista da Solidariedade (PHS). A mulher de Barros, a deputada federal Cida Borghetti, e o irmão dele, o ex-prefeito de Maringá Silvio Barros, deixaram recentemente o PP e migraram para outras legendas.

Cida assumiu a presidência estadual do Pros, partido que obteve recentemente o registro no Superior Tribunal Eleitoral; já Silvio Barros foi para o PHS. Os dois dizem que poderão concorrer ao governo do estado em 2014. Segundo o ex-prefeito, a possível candidatura dependerá do partido. Já Cida afirma que o Pros planeja disputar uma candidatura majoritária e deve montar uma chapa própria para a disputa da eleição proporcional. "A legenda [Pros] foi criada para ser protagonista nos cenários nacional, estadual e municipal", diz ela.

Para Ricardo Barros, as mudanças de partido são uma oportunidade para que Cida e Silvio Barros tenham um destaque maior nas próximas eleições. "Acho que os dois têm muito a oferecer e chegou a vez deles de disputarem eleições majoritárias, como eu fiz em 2010, quando concorri ao Senado", comenta o presidente estadual do PP.

Na avaliação do secretário, as saídas de seus familiares do PP não enfraquecem o partido. Para ele, a mudança amplia a possibilidade de alianças do PP nas futuras disputas eleitorais. "A política brasileira é feita com base em alianças e coligações."

Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Emerson Cervi, a estratégia de Ricardo Barros em manter parentes em partidos políticos diferentes é bastante comum. "Quem controla ou tem o apoio de diversos partidos tem, também, o controle de diversos fundos partidários", lembra.

Cervi salienta que a representação na Câmara e o tempo no horário eleitoral gratuito são as principais peças de barganha. "Mesmo um partido nanico consegue negociar seu apoio por esse motivo. Se o partido grande agaranhar diversos partidos menores, conquista uma representatividade expressiva."

Além disso, Cervi diz que é comum que as eleições sejam disputadas por diversos candidatos com o mesmo perfil. "A maioria é, na verdade, candidato de fachada, testa de ferro mesmo. Mas são os votos conquistados por eles que desenham uma eleição."

Para o cientista político, há poucas diferenças ideológicas entre os partidos. Ele defende que, atualmente, só existem três partidos no Brasil: PSDB, PT e o PMDB. "As outras siglas ficam orbitando em volta dos três grandes partidos e são fundamentais para o atual sistema eleitoral."

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