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Rio de Janeiro

'Foi um Deus nos acuda', diz passageiro de aerobarco que bateu em rebocador

Os 60 passageiros do aerobarco Flexa de Niterói, da empresa Transtur, que colidiu na noite de terça-feira com uma chata (espécie de rebocador) parada perto do vão central da Ponte Rio-Niterói, na Baía de Guanabara, viveram instantes de pânico. Em e-mail ao Globo Online, leitora conta que socorro demorou e que tripulação estava despreparada. Na batida, pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, entre elas dois dos três tripulantes do aerobarco, que teve a proa destruída: o mestre e o contra-mestre. A investigação preliminar aponta que a chata não estava com as luzes apagadas, ao contrário do que fora informado inicialmente pela Transtur.

- Foi cada um por si. Todo mundo em desespero, inclusive os tripulantes. As poltronas se soltaram e voaram pelo interior da embarcação - relatou um dos passageiros, o analista de sistemas da Fiocruz Carlos Anésio (de blusa preta na foto), de 24 anos, que sofreu escoriações leves.

Carlos resumiu a situação numa expressão:

- Foi um Deus nos acuda.

Segundo o analista de sistemas, que se refugiou no teto do aerobarco, as pessoas ficaram tontas sem saber o que fazer ou para onde ir depois do acidente. Isso porque os tripulantes do barco também se feriram na colisão e não tiveram como ajudar os passageiros. Um deles chegou a cair no mar e foi resgatado por uma equipe do Grupamento Marítimo.

A técnica Rita de Cássia Alves, de 35 anos, bateu com a cabeça numa parte do barco e desmaiou. Com o punho direito fraturado e sem poder sair sozinha da embarcação, ela foi salva por uma outra passageira.

- Desmaiei e quando acordei não consegui sair do aerobarco. Uma moça me ajudou a passar para um outro barco que veio nos socorrer - relatou.

O arquiteto Leandro Cardoso, de 31 anos, conseguiu sair ileso do acidente. Segundo ele, depois de muito esforço, conseguiu abrir uma escotilha de emergência por onde passou e se refugiou no teto do barco.

- Eu sempre tive medo de viajar nesse aerobarco. Quando senti a batida, fiz o que todo mundo fez, pulei num bote salva-vidas e fui resgatada pelos bombeiros - contou a gerente comercial Jane Rodrigues, de 35 anos, que sobreviveu com um ferimento na perna direita.

A batida aconteceu às 18h40, na altura do vão central da Ponte. Mesmo depois do choque, o aerobarco ainda navegou para tentar chegar à estação em Niterói. Então, o catamarã Pegasus encostou e lançou um bote para socorrer algumas pessoas, que seguiram para o Rio e foram atendidas no Hospital Souza Aguiar. Os demais feridos foram levados para os hospitais Azevedo Lima e Antônio Pedro, em Niterói.

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