O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (30), 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça contra os vereadores vereadores Marcos Rios (PDT) e Paulo Tonin (PP), além de assessores da Câmara de Cascavel, no Oeste do Paraná.
A operação é resultado das investigações do Ministério Público (MP) sobre denúncias de que vereadores empregam funcionários fantasmas. No final do ano passado, o MP já havia feito operação semelhante. Nesta sexta-feira, foram apreendidos documentos, rádios para comunicadores e cartões bancários.
Maicon Felipe Rios de Lima, filho de Rios, foi detido por portar munição de uso proibido. Valmir Carlos Neves, assessor de Tonin, também foi detido, com 72 munições de vários calibres. Eles pagaram fiança e foram liberados.
Na casa do assessor Marcos Rogério Lunsrdeli, os policiais apreenderam um holerite que comprovam que ele tem salário de quase R$ 4 mil e, apesar disso, é beneficiado com o programa Bolsa Família.
O MP vai se pronunciar sobre a operação na tarde desta sexta-feira, por meio de uma nota oficial.
Vereador diz não ter "nada a temer"
O vereador Marcos Rios (PDT) disse que não tem "nada a temer" e defendeu a operação policial. "Eu não tenho nenhum [funcionário] fantasma", declarou. O vereador Paulo Tonin (PP) não foi encontrado para falar sobre a operação.



