Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Adversários

Gleisi e Aécio trocam críticas em Curitiba

Ministra disse que o tucano é “mal informado” em relação aos investimentos do governo federal no Paraná. Para o senador, ciclo do PT “está terminando”

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, e a ministra Gleisi Hoffmann: disputa estadual fica em segundo plano | Brunno Covello/Gazeta do Povo
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, e a ministra Gleisi Hoffmann: disputa estadual fica em segundo plano (Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)
O governador Beto Richa, o jogador de vôlei Giba e Aécio Neves: para tucanos,

1 de 1

O governador Beto Richa, o jogador de vôlei Giba e Aécio Neves: para tucanos,

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), e o senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, trocaram críticas em eventos neste sábado em Curitiba. Durante evento de lançamento da campanha de reeleição do presidente nacional do PT, Rui Falcão, Gleisi chamou o tucano de "mal informado". Na sexta-feira, Aécio disse que o Paraná sofre "perseguição política" do governo federal, que liberaria menos verbas para o estado.

Segundo a ministra, o governo do Paraná não obtém a liberação de verbas porque "não consegue apresentar certidão negativa [de débitos]". As medidas de contenção de gastos anunciadas na sex­­ta-feira pelo governador Beto Richa (PSDB) também foram alvo de críticas. "Depois de dois anos [de denúncias], o governo reconhece que a oposição está certa", afirmou o deputado estadual Enio Verri, presidente estadual do PT. Verri ironizou os cortes de mil cargos comissionados e de quatro secretarias. "Quer dizer que não eram necessários?", questionou.

Ainda para rebater as declarações de Aécio, Gleisi enumerou obras do governo federal no estado, como o contorno de Maringá e de Cascavel, além de melhorias no Porto de Paranaguá. "As principais obras no estado hoje estão sendo tocadas pelo governo federal", afirmou. Ela minimizou as críticas a atrasos no Programa de Investimentos em Logística (PIL), que estariam afastando investidores. "Vejo as críticas como naturais. É um projeto ousado, de R$ 200 bilhões. O último desse tamanho a ser lançado no Brasil foi o PAC, em 2007, e o PIL surge como complemento".

Fim de ciclo

Aécio Neves, que esteve em Curitiba para participar de um encontro de lideranças do PSDB na Região Sul, disse que o ciclo petista na administração federal merece ser encerrado. "Vamos contrapor a nossa visão de meritocracia na administração pública ao aparelhamento da máquina federal feito pelo PT", disse o senador.

Aécio foi a principal estrela do encontro tucano para militantes da Região Sul. O governador Beto Richa e os senadores Alvaro Dias (PR) e Aloysio Nunes (SP) também estiveram presentes.

O tucano focou suas críticas na condução da política econômica do governo federal: "Neste ano vamos crescer apenas mais que a Venezuela na América do Sul. A inflação de alimentos ultrapassa 10%. Isso não é justo com os brasileiros. O PSDB tem responsabilidade. Não é nem uma opção. Temos a responsabilidade de apresentar esse novo projeto."

Desencontro

O evento do PT ocorreu no Hotel Bourbon, no Centro, quase simultaneamente ao encontro do PSDB, da qual participou Aécio Neves.O senador e Gleisi estavam no hotel*, mas não chegaram a se encontrar.

Enquanto a comitiva do PT tomava café no restaurante do hotel, por volta das 9 horas, o senador já tinha saído — o evento do PSDB estava marcado para o mesmo horário no Clube Urca, no Bom Retiro.

* Atualizado segunda-feira (30): A Gazeta do Povo errou na matéria "Gleisi e Aécio trocam críticas em Curitiba", publicada no sábado (28), ao dizer que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ficou hospedada no Hotel Bourbon durante sua passagem pela cidade. Na verdade, apenas o evento do PT, de apoio à reeleição do presidente nacional do partido, Rui Falcão, foi realizado no hotel. Gleisi ficou hospedada na casa que tem em Curitiba.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.