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CPI do MST

Governistas querem evitar a exposição de autoridades

Brasília - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do MST aprovou ontem o plano de trabalho que deverá ser seguido durante as investigações. O relator da comissão, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), optou por não convocar audiências de autoridades e sim lhes fazer "visitas". A ideia é evitar cons­­­tran­­gimentos aos representantes do governo. Tatto também já marcou a data final da CPI: dia 21 de junho de 2010, quando deverá ocorrer, segundo previsões dele, a votação do relatório final.

Devem ser visitados, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar, o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, e o ministro da Justiça, Tarso Gen­­­ro. O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, e o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, completam a lista de prováveis "visitados".

Apesar de o requerimento de criação da CPI mista do MST falar em investigação acerca dos contratos firmados entre a União e entidades que promovem a reforma agrária, os ministros Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, Reinold Stephanes, da Agricultura, e o presidente do Instituto Nacional de Coloni­­zação e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, foram deixados de fora das visitas.

A oposição criticou o plano de trabalho, mas referendou a ideia. O texto foi aprovado por unanimidade. "Essa CPI tem de começar com uma posição definida do que quer. Visitinha aqui ou ali não vai chegar a lugar nenhum. O objetivo é esclarecer pontos que todos já conhecem", defendeu Ernan­­­des Amorim (PTB-RO).

"Me pareceu conveniente a adoção da proposta do relator. A visita passa por um caráter informal, quando a autoridade pode, inclusive, colocar assessores junto para trazer mais informações", rebateu o governista José Eduardo Cardozo (PT-SP). Como o recesso parlamentar começa na próxima semana, as investigações da CPI mista do MST só devem começar em fevereiro de 2010.

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