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Saúde

Homens brasileiros se cuidam menos, diz estudo

Os homens brasileiros se cuidam menos, segundo estudo do Ministério da Saúde. Em média, eles, que costumam adiar visitas ao médico, vivem 77,5 anos -- enquanto as mulheres, que têm o hábito de se cuidar, vivem sete anos a mais.

Um exemplo é o empresário José Tibério, de 73 anos. Seu coração já havia falhado antes, mas ele achou que estava ocupado demais para dar atenção a isso. Agora, suas caminhadas são limitadas ao corredor do hospital.

Casos como o dele são comuns. Segundo o Ministério, os homens fazem menos exames preventivos e vão menos ao médico do que as mulheres. E são as principais vítimas de doenças crônicas e de problemas de saúde que podem levar à morte.

Uma pesquisa do IBGE comprova: enquanto 71,2% das mulheres consultaram médicos no ano anterior à pesquisa, entre os homens, o índice caiu para 54,1%. É um sintoma do comportamento masculino. Segundo um estudo da Fiocruz, os motivos de tanto descaso independem da renda e da escolaridade.

"Enquanto as meninas desde cedo são estimuladas a cuidar de si, os homens não têm essa cultura. De modo geral os serviços de saúde estão mais voltados para mulher, criança e idoso do que para os homens", diz Romeu Gomes, pesquisador da Fiocruz.

O problema é confirmado pelos médicos nos consultórios. Os proctologistas, por exemplo, ainda enfrentam a resistência dos pacientes. "É preconceito, pura e simplesmente. A mulher desde que menstrua é orientada a procurar ginecologista e o homem não tem nenhuma orientação", afirma o médico Alexandre Penna.

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o machão típico também sofre. "Por trás dessa cultura tipicamente masculina, de homem não chora, agüenta tudo, tem muito sofrimento e muita doença", diz ele.

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