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Máfia do sangue

Humberto Costa, Delúbio e outros 40 devem ser denunciados nesta quinta

Os problemas de ex-auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se resumem às investigações sobre a compra de fotos e vídeos contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra. Na quinta-feira, o procurador da República Gustavo Velloso deverá denunciar à Justiça Federal o ex-ministro da Saúde Humberto Costa e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e mais 40 empresários, lobistas e servidores públicos suspeitos de integrar a máfia do sangue. Nesta lista, estão também Platão Fischer e Edilamar Martins, que comandavam o Departamento de Projetos Estratégicos durante a gestão do ex-ministro José Serra.

A organização é acusada de desviar R$ 2 bilhões do ministério entre 1992 e 2003. Segundo um dos investigadores do caso, Gustavo Velloso deverá manter na denúncia os mesmos crimes imputados ao grupo pela Polícia Federal. No relatório final do inquérito, o delegado Marcelo Moselli acusa Costa, Delúbio e Platão de corrupção e formação de quadrilha, entre outros crimes. No início do mês, Humberto Costa, candidato ao governo de Pernambuco pelo PT, defendeu-se das acusações com o argumento de que as denúncias têm cunho eleitoral.

As investigações da PF sobre a máfia dos vampiros começaram em setembro de 2003. No início de maio de 2004, 14 empresários, lobistas e servidores públicos foram presos. Entre os detidos estava o então coordenador de Logistica do Ministério da Saúde Luiz Cláudio Gomes, um dos principais auxiliares de Costa. O grupo é acusado de fraudar licitações para a compra de hemoderivados e outros medicamentos. Segundo a polícia, parte do dinheiro era usado para pagar propinas e abastecer caixa dois de campanhas eleitorais.

No relatório, a PF sustenta que grupos de servidores e lobistas ligados a Humberto Costa disputavam com aliados de Delúbio Soares influência sobre as licitações fraudadas no ministério. Quando o caso foi tornado público, Delúbio Soares reconheceu que conhecia um dos lobistas presos, Laerte Pedrosa, mas negou qualquer vínculo com as fraudes.

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