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O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, pode enviar ainda nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) as informações sobre a CPI do Apagão Aéreo. O STF espera os dados para decidir se a comissão vai poder ser instalada. O prazo para encaminhar as informações termina nesta quinta-feira.

- Eu vou tomar contato hoje com o texto que eventualmente a assessoria já produziu. Não sei se está pronto. Se houver acordo, da minha parte, vai hoje. Se precisar mais discussão, vou fazer - afirmou.

Chinaglia comentou ainda a atitude da oposição de só encerrar a obstrução dos trabalhos, após o envio dos dados ao STF. Segundo ele, a obstrução, neste momento, não vai retardar nem acelerar o processo de criação da CPI. Segundo ele, a decisão está nas mãos do Judiciário.

- A instalação da CPI vai depender rigorosamente da CPI do Supremo. Portanto, na minha opinião, fazer obstrução agora é de alguma maneira tentar interferir, através de um retardamento da ação legislativa, na decisão do supremo. Não creio que passe por aí - afirmou o petista.

O presidente da Casa advertiu ainda que a obstrução pode atrapalhar a votação das medidas provisórias do PAC e da reforma política, que deveria ser votada até o fim de maio. Nesta semana, Chinaglia acredita que serão votadas apenas as 12 MPs que trancam a pauta.Denúncias apontam novas irregularidades na Infraero

Novas denúncias sobre irregularidades na Infraero, publicadas no fim de semana, reacenderam o ânimo da oposição de brigar pela instalação da CPI do Apagão Aéreo. Caso a resposta do STF seja negativa, eles tentarão coletar assinaturas para a criação de uma CPI mista ou do Senado.

A revista "Veja" publicou reportagem mostrando que o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, abortou a operação de venda de um terreno do governo do Distrito Federal à estatal. A negociação teria sido feita por Josenvalto Reis, assessor da Presidência da Infraero, e envolve o ex-governador do DF e atual senador Joaquim Roriz (PMDB).

O governo do DF venderia, por R$40 milhões, o terreno à Infraero que, depois, alegaria desinteresse no imóvel e o repassaria a terceiros, que assumiriam a dívida. Mas cálculos da própria Infraero avaliam o terreno em R$200 milhões.

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