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Inquérito sobre pedofilia no Orkut já está com MP

A delegada titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, Sânia Burlandi Cardoso, afirmou na tarde desta quarta-feira que já encaminhou o inquérito que apura casos de pedofilia no site de relacionamentos Orkut para o Ministério Público. O objetivo é que os procuradores, após analisarem o documento, solicitem à Justiça a quebra de sigilo de usuário da internet, para que seja possível identificar os responsáveis. Segundo a delegada, as páginas com fotos de meninas e meninos foram retiradas da rede.

Uma das páginas, cujo autor assina com o apelido de Tenente C, trazia 12 fotos, a maioria com meninas nuas em situação de abuso sexual. Outra página, de uma pessoa que usa o apelido de Gabriel Lokis, mostrava fotos pornográficas com meninos. Aparentemente, as duas haviam sido criadas na sexta-feira ou no sábado passado.

Até a manhã de segunda-feira passada, mais de 100 mil pessoas enviaram mensagens para as páginas usadas pelos possíveis pedófilos. Revoltados, os internautas sugeriam que ninguém denunciasse as páginas diretamente para a administração do Orkut, mas para a polícia.

Thiago Tavares, presidente da Safernet Brasil, ONG responsável pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, conta que o site www.denunciar.org.br recebeu mais de quatro mil denúncias contra três perfis criados pelo "Tenente C", no último fim de semana.

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