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Greve

INSS atende parcialmente em Curitiba

Grevistas pedem a elaboração de um plano de carreira e a realização de concurso público para a contratação de novos funcionários

Juarez alega inocência: “Não fui eu quem fez essa barbaridade” | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Juarez alega inocência: “Não fui eu quem fez essa barbaridade” (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

Devido à greve dos servidores iniciada ontem, as quatro agências do INSS em Curitiba estão atendendo parcialmente. Segundo o sindicato da categoria, cerca de 400 funcionários participam da manifestação pela redução da jornada de trabalho, sem data para terminar.

As principais reivindicações dos servidores são a elaboração de um plano de carreira e a realização de concurso público para a contratação de novos funcionários. Na avaliação do sindicato, um aumento do quadro atual de servidores é necessário para melhorar as condições de trabalho e evitar o aumento da jornada de 30 horas para 40 horas semanais.

A greve iniciada ontem atinge 16 estados mais o Distrito Federal, de acordo com a Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). O movimento grevista alega que 30% do pessoal continua trabalhando. Segundo um atendente que preferiu não se identificar, 121 pessoas agendadas para ontem para o pedido de aposentadoria deixaram de ser atendidas na principal agência do INSS em Curitiba, no centro.

A orientação é que o segurado que tiver horário marcado não deixe de ir ao posto da Previdência. As agências com atendimento parcial estão reagendando o horário daqueles que não conseguirem ser atendidos.

A capital paranaense possui quatro agências do INSS e todas aderiram ao movimento, ao contrário das oito agências na região metropolitana, diz o gerente executivo do INSS em Curitiba, Altamir da Silva Cardoso. "Em Curitiba não teve muita fila ontem porque, com a sistemática do agendamento pelo telefone, as pessoas vêm no horário marcado", aponta. Ele completa que pessoas que procuram o INSS em busca de benefícios por incapacidade e perícia médica estão sendo atendidas normalmente. Os médicos do INSS não estão em greve.

"O público não está sendo prejudicado. Se eventualmente for prejudicado, diria que é um mal necessário para que no futuro não seja pior ainda", afirma a diretora jurídica do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social no estado do Paraná (SindiPrevsPR), Jaqueline Mendes de Gusmão. Os grevistas irão recolher hoje na sede do INSS de Curitiba assinaturas para um abaixo-assinado pedindo a instalação de uma CPI para investigação das contas da Previdência.

Na Justiça

A greve em todo o país ocorre apesar de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter concedido, anteontem, liminar determinando a suspensão do movimento. Na decisão, se a greve for mantida, a Fenasps receberá multa diária de R$ 100 mil. Segundo a entidade, já foi dada entrada a recurso contra a decisão.

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