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Onze

Investigados pela Operação Navalha começam a depor

Onze dos suspeitos de participarem do esquema de desvio de recursos de obras públicas investigado na Operação Navalha, da Polícia Federal, depõem nesta segunda-feira, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A operação prendeu 46 pessoas na semana passada. Quatro dos depoentes desta segunda-feira estão soltos, beneficiados por habeas corpus.

O depoimento de Roberto Figueiredo Guimarães, presidente do BRB (Banco de Brasília), foi transferindo para terça-feira a pedido dos advogados dele.

Os depoimentos começaram pouco depois das 8h. Até quarta-feira, a ministra Eliana Calmon, do STJ, relatora do inquérito, deve ouvir 12 investigados por dia. Na quinta-feira, outras 10 pessoas serão ouvidas.

Já foram ouvidos Flávio Conceição de Oliveira Neto, conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe e ex-chefe da Casa Civil no governo de João Alves Filho, e o ex-deputado federal José Ivan de Carvalho Paixão. Neste momento, está sendo ouvido Ney Barros Belo, secretário de infra-estrutura do Maranhão. Está previsto ainda o depoimento de José Reinaldo Tavares (PSB), ex-governador do estado.

Na parte da tarde serão ouvidos Geraldo Magela Fernandes da Rocha, ex-assessor de José Reinaldo no governo do Maranhão; João Alves Neto, filho do governador de Sergipe João Alves; Jair Pessine, ex-secretário de Desenvolvimento do município e Sinop (MT); Nilson Aparecido Leitão, prefeito de Sinop, do PSDB; Ernani Soares Gomes Filho, servidor do Ministério do Planejamento atualmente à disposição da Câmara dos Deputados; Flávio José Pin, superintendente de Produtos de Repasse da Caixa Econômica Federal; e Zaqueu de Oliveira Filho, servidor público do município de Camaçari (BA).

Ex-governador teria recebido Citröen do esquema

O ex-governador José Reinaldo Tavares é acusado de receber um carro Citröen do esquema comandado por Zuleido Veras. José Reinaldo foi preso quinta-feira e liberado domingo por habeas-corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

O advogado do ex-governador, José Antônio Almeida, esteve domingo na superintendência da Polícia Federal, onde todos os acusados estão presos.

Almeida disse que Tavares comprou o carro com recursos próprios e fez o depósito na conta da concessionária, cerca de R$ 110 mil, em dinheiro vivo.

- É que ele tinha o hábito de guardar dinheiro em casa. Tanto o dinheiro como o carro foram declarados no Imposto de Renda dele - disse o advogado.

Num fim de semana, 12 julgamentos de habeas-corpus

Em seguida às prisões na quinta-feira, choveram pedidos de habeas-corpus. Só neste fim de semana, o ministro Gilmar Mendes, do STF, julgou 12 pedidos. Nesta segunda-feira, o ministro tem mais 20 para julgar.

Até a noite de domingo, seis pessoas que tiveram a prisão decretada pelo STJ haviam conseguido habeas-corpus. O primeiro contemplado, na sexta-feira, foi Ulisses César Martins de Sousa, conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-procurador-geral do Maranhão, que ainda não tinha sido preso. O segundo, também na sexta, foi Flávio Conceição de Oliveira Neto, ex-chefe da Civil de Sergipe. Também foram soltos o ex-deputado federal pelo Sergipe José Ivan de Carvalho Paixão e o secretário de Infra-Estrutura do Maranhão, Ney Barros Bello.

No domingo, o ministro GiImar Mendes, do STF, concedeu habeas corpus ao ex-governador José Reinaldo Tavares e ao presidente do Banco de Brasília (BRB), Roberto Figueiredo Guimarães, que atuou como consultor financeiro do estado.

Os dois deixaram a carceragem da Polícia Federal no fim da noite de domingo, depois de passar três dias na prisão. Do lado de fora da superintendência da PF, parentes aplaudiram quando eles saíram da carceragem. Um pequeno grupo chamou os jornalistas de urubus. Os dois devem prestar depoimento nesta segunda-feira no STF.

STF nega liberdade a quatro presos

Tiveram, porém, negados os pedidos de liberdade outros quatro presos. Entre eles, Alexandre Maia Lago e Francisco de Paulo Lima Júnior, sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago. O governador também é investigado, mas não foi preso. O ministro Gilmar Mendes negou ainda o pedido de habeas corpus do ex-secretário municipal de Sinop (MT), Jair Pessine, e do assessor do Ministério de Minas e Energia, Sérgio Luiz Pompeu Sá.

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