Atualizada na sexta-feira, dia 07 de julho, às 18h11
Depois da derrota na convenção do PMDB mineiro, quando perdeu a vaga de candidato ao Senado para o ex-governador Newton Cardoso, o ex-presidente da República Itamar Franco desfiliou-se do PMDB. Esta foi a terceira que vez Itamar deixa o partido.
Itamar encaminhou na quinta-feira sua carta de desfiliação do partido ao presidente do PMDB de Juiz de Fora (MG), Luiz Carlos Carvalho. Irritado com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Newton Cardoso, Itamar não deverá apoiar a candidatura de Lula à reeleição.
Rejeitado pelo PMDB, Itamar Franco tem sido procurado por representantes de outros partidos para participar da campanha à presidência da República. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, já teria sinalizado que gostaria de tê-lo ao seu lado na campanha e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que disputa a reeleição, também aguarda uma posição de Itamar Franco.
Antes de retornar ao PMDB no ano passado outros partidos tinham procurado o ex-presidente oferecendo espaço para ele disputar a presidência da República ou o Senado, como foi o caso do PDT. Agora, Itamar Franco se diz arrependido pela escolha, mas garante que "põe fim a essa relação de amor e ódio.
A prmeira vez que Itamar Franco deixou o PMDB foi em 1986, após 21 anos no partido e foi motivada também devido à disputa que teve com Newton Cardoso para concorrer ao governo de Minas, quando também perdeu. Itamar Franco esperava o apoio do partido após ter desistido de concorrer em 1982 para abrir espaço para que Tancredo Neves tentasse chegar ao Palácio da Liberdade.
Fora do PMDB ele foi para o PL onde ficou até a candidatura de Fernando Collor de Mello, de quem foi vice, quando se transferiu para o PRN. No final do seu mandato como presidente, Itamar retornou para o PMDB. Tentou a indicação para a disputa à presidência da República, perdeu, então foi para Minas Gerais, onde se elegeu governador do estado. No final do governo, decidiu abandonar novamente o partido para participar da campanha do então candidato, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele chegou a ser procurado pelo marqueteiro Duda Mendonça que ponderou que ele não poderia aparecer no programa eleitoral e nem nas peças publicitárias se permanecesse no PMDB. Na época ele também defendeu a candidatura de Aécio Neves, pelo PSDB, e transformou Newton Cardoso em seu feroz adversário.



