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Juventude

Jovens herdam dom e sobrenome político

O estímulo para se ingressar na vida política vem da aptidão pessoal, mas existe um fator primordial para a carreira dos jovens: herança familiar. No Paraná, por exemplo, o jovem petista de maior destaque nacional é Bruno Vanhoni, sobrinho do deputado estadual Ângelo Vanhoni. Estudante de Administração da Unibrasil, Bruno, 24 anos, é tesoureiro da União Nacional dos Estudantes (UNE) e tem planos de seguir os passos do tio.

Bruno Vanhoni começou a participar de política em 2000, quando seu tio foi candidato a prefeito de Curitiba. "Iniciei na política na faculdade. Ajudei a fundar o centro acadêmico de Administração, participei do DCE e no último congresso da UNE entrei na executiva", conta.

Ele diz que neste ano vai se concentrar nas campanhas majoritárias do PT no Paraná e na reeleição do Lula. "O balanço que faço do governo Lula é positivo. Apesar dos escândalos que tomaram conta da mídia, na área da educação tivemos muitos avanços", diz Bruno.

A defesa ao governo de Lula está na ponta da língua da juventude do PT. "Os programas do governo federal estão permitindo melhor acesso às universidades de forma democrática. A reservas de vagas, que são as cotas, e o Prouni estão levando milhares jovens para as universidades", afirma João Paulo Mehl, 24 anos, estudante de Administração da Universidade Federal do Paraná. "Não vou dizer que estamos plenamente satisfeitos com o governo federal, temos críticas, mas se for fazer balanço do que já aconteceu no passado e o que está acontecendo, não existe comparação", diz ele, que é ligado à juventude do PT no estado.

O governo federal criou uma secretaria especial da Juventude, comandada por dois jovens petistas. Organiza encontros nacionais e prepara uma política nacional para a Juventude.

PMDB

Quando o PMDB filia uma pessoa que tem entre 16 e 35 anos, automaticamente ela é considerada membro da Juventude do PMDB (JPMDB). Com isso, são 50 mil jovens filiados no Paraná. A JPMDB estava desorganizada no estado desde a época da campanhas das eleições Diretas, há 22 anos. No ano passado o partido organizou encontros regionais e conseguiu reunir 3 mil pessoas em Arapongas no encontro estadual da JPMDB, no último dia 8 de abril. O presidente eleito por dois anos foi João Arruda, sobrinho do governador Roberto Requião.

"Não estou na política por causa dos meus tios. Mas cresci vendo a atuação deles e aprendi a admirá-los", disse João, filho de Lúcia Arruda, irmã de Roberto, Maurício e Eduardo Requião. Com 29 anos, João Arruda é formado em Educação Física e trabalha hoje na Companhia de Habitação do Paraná, com um cargo comissionado.

Quando tinha perto de 9 anos e fazia malcriações, o castigo imposto pelos pais a João Arruda era não participar de comícios, em que ia acompanhado dos pais. Aos 16 anos começou a participar do PMDB, mas há quatro acabou filiando-se ao PC do B, no qual permaneceu por um ano e retornou ao partido de origem. Com ele estão outros parentes de peemedebistas de peso ajudando a reorganizar a juventude. André Pegorer, filho do prefeito de Arapongas, Válter Pegorer; Sabrina Campos Toledo, filha de Sabino Campos, presidente da Emater, além de Antônio Anibelli Neto, filho do deputado Antônio Anibelli.

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