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Segundo mandato

Juca Ferreira será de novo ministro da Cultura

Sociólogo é o 25.º ministro anunciado por Dilma Rousseff para compor o governo no segundo mandato

Durante gestão, Juca fez críticas ao atual modelo da Lei Rouanet | Marcello Casal Jr./Abr
Durante gestão, Juca fez críticas ao atual modelo da Lei Rouanet (Foto: Marcello Casal Jr./Abr)

A presidente Dilma Rousseff confirmou ontem a indicação do sociólogo Juca Ferreira para o Ministério da Cultura. Ele é o 25.º ministro anunciado por Dilma para compor o seu segundo governo.

A expectativa é de que a presidente termine de anunciar os outros 14 ministros que ainda faltam ser confirmados antes do dia 1.º de janeiro. Ela deverá empossar todos logo após a cerimônia da sua posse.

Em nota oficial, Dilma agradeceu a dedicação da ministra interina Ana Cristina da Cunha Wanzeler, que assumiu o cargo após a saída da senadora Marta Suplicy do posto, em 11 de novembro. Marta reassumiu sua cadeira no Senado.

Juca foi ministro de Lula de 2008 a 2010, quando Dilma decidiu nomear Ana de Hollanda, apesar de um movimento no setor cultural que pleiteou o "Fica, Juca". Antes de assumir o ministério, Juca havia sido secretário-executivo da pasta durante a gestão de Gilberto Gil, de 2003 a 2008.

Perfil

Sociólogo, Juca Ferreira, 65 anos, licenciou-se em setembro da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo para coordenar a área de cultura da campanha presidencial de Dilma.

Durante sua gestão no ministério, Juca fez duras críticas ao atual modelo da Lei Rouanet, mecanismo de incentivo à cultura via renúncia fiscal. Ele reiterava que a concentração de recursos da Lei Rouanet no Sudeste prejudicava o resto do país.

Itamaraty

Amorim recusa convite e Figueiredo fica nas Relações Exteriores

Agência O Globo

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, ganhou uma sobrevida no cargo. A recusa de Celso Amorim em aceitar a volta ao Itamaraty teria deixado a presidente Dilma Rousseff sem alternativas para substituí-lo. Por enquanto, Figueiredo fica, mas não deve durar até o final do segundo mandato.

O ministro tem sido criticado dentro e fora do ministério. Diplomatas o consideram sem força ou poder político, o que se reflete na posição de um Itamaraty já desprestigiado. Fora, Figueiredo é contestado pela falta de experiência e conhecimento na área comercial, considerada vital para que o Brasil tente retomar o crescimento econômico.

Apesar dos problemas, o ministro é querido pela presidente, principalmente por não lhe trazer problemas e aceitar as decisões presidenciais sem questionamento. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha fazendo pressão por um nome político ou pela volta de seu chanceler, Celso Amorim.

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